Editorial | Entre o silêncio e a propaganda: a postura de Furlani diante da crise no Oncobarra
- Marcus Modesto
- 2 de mai.
- 2 min de leitura
Em um momento em que a saúde pública exige firmeza e responsabilidade, o prefeito Luiz Furlani parece optar pelo caminho oposto: o da omissão combinada com a propaganda.
A dívida do Governo do Estado com o Oncobarra não é um tema secundário. Trata-se de um centro fundamental no atendimento oncológico da região, onde pacientes dependem de continuidade, estrutura e recursos para enfrentar doenças graves. Quando os repasses atrasam, o risco não é político — é humano.
Diante disso, o que se espera de um prefeito é cobrança firme ao governador Cláudio Castro, transparência com a população e atuação direta para evitar que o serviço entre em colapso.
Mas não é isso que se vê.
Em vez de assumir essa responsabilidade, Furlani tem preferido ocupar as redes sociais com vídeos e discursos exaltando obras de asfaltamento — muitas delas alvo de críticas pela má qualidade e pela baixa durabilidade. Enquanto isso, um problema muito mais urgente segue sem o devido enfrentamento.
A inversão de prioridades é evidente.
Ao deixar de cobrar publicamente uma dívida que impacta diretamente o tratamento de pacientes com câncer, o prefeito transmite uma mensagem preocupante: a de que a propaganda tem mais espaço que a defesa concreta da população.
Não se trata de escolher entre obras e saúde. Trata-se de entender o que é urgente — e, nesse caso, não há dúvida de que garantir o funcionamento pleno do Oncobarra deveria estar no topo da agenda municipal.
Prefeito não pode agir como promotor de marketing institucional enquanto questões essenciais ficam sem resposta.
Cobrar o Governo do Estado não é um gesto de confronto, mas de responsabilidade. E, neste momento, é exatamente essa postura que falta a Luiz Furlani.
Barra Mansa precisa de liderança — não de distração.
Foto Arquivo




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