Eduardo Bolsonaro expõe crise no PL e fragilidade do bolsonarismo
- Marcus Modesto
- 26 de set. de 2025
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O deputado Eduardo Bolsonaro, indiciado e atualmente em um “autoexílio” nos Estados Unidos, voltou a ameaçar deixar o Partido Liberal (PL). A informação, divulgada por Lauro Jardim, de O Globo, acentua a instabilidade dentro da legenda que abriga o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados mais fiéis.
Eduardo admite a interlocutores que sua permanência no PL se tornou insustentável. Ele calcula que, em caso de rompimento, poderá arrastar outros três ou quatro parlamentares que também estariam insatisfeitos com o comando de Valdemar Costa Neto.
O estopim da crise foi a troca de ataques públicos entre o filho 03 e o presidente da sigla. Valdemar acusou Eduardo de “ajudar a matar o pai de vez” ao insistir em se colocar como alternativa à Presidência sem o aval de Jair Bolsonaro. A reação foi imediata e em tom agressivo: Eduardo classificou a fala como “canalhice” e acusou o dirigente partidário de impor chantagens ao ex-presidente.
A escalada verbal ganhou as redes sociais, onde Eduardo reforçou o confronto com mensagens enigmáticas, mas direcionadas. “Não abdiquei de tudo para trocar afagos mentirosos com víboras”, publicou, em claro recado a Valdemar.
O episódio evidencia não apenas a crise no PL, mas também as rachaduras no próprio bolsonarismo. A disputa pessoal entre Valdemar e Eduardo mostra como o projeto político que se apresentou como homogêneo em torno de Jair Bolsonaro se fragmenta quando confrontado com interesses de poder.
A eventual saída de Eduardo pode abrir fissuras ainda maiores, colocando em xeque a estratégia de Valdemar de consolidar o PL como maior bancada do Congresso. Para além do conflito interno, o que se revela é um campo político fragilizado, em que a oposição bolsonarista ao governo federal parece mais dedicada a disputas internas do que a apresentar um projeto sólido ao país.




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