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Eduardo Bolsonaro joga contra o Brasil e celebra tarifaço de Trump

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 29 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Enquanto senadores brasileiros atravessam o continente em missão diplomática para tentar conter o impacto de um tarifaço imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) parece seguir na contramão dos interesses nacionais. Em declaração ao SBT News nesta terça-feira (29), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que está “trabalhando para que não haja diálogo” entre os parlamentares brasileiros e autoridades norte-americanas. A frase escancara não só uma postura antinacional como revela, mais uma vez, o uso da política externa como instrumento de vingança familiar.


A medida em questão, imposta pelo governo de Donald Trump — aliado direto de Eduardo —, estabelece tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros e entra em vigor nesta sexta-feira (1º). A decisão já causa preocupação em setores estratégicos da economia nacional, como siderurgia, energia e indústria farmacêutica, que veem seus negócios em risco com o fechamento de mercado no exterior. Diante da ameaça, parlamentares e membros do governo Lula se mobilizam nos Estados Unidos na tentativa de abrir canais de negociação. Mas enfrentam não apenas o silêncio da Casa Branca, como também a sabotagem de um deputado brasileiro que, paradoxalmente, mora em território norte-americano.


Eduardo não se limitou a celebrar as sanções: atribuiu a decisão de Trump a uma suposta “perseguição” contra seu pai e declarou que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, “encontrou agora um adversário à altura”. A fala revela a verdadeira motivação de sua atuação — transformar um conflito comercial em uma guerra política pessoal, onde os interesses do país são moeda de troca para agendas particulares. É um gesto irresponsável, inconsequente e que beira a traição.


Enquanto isso, o Brasil se isola. Diferente de países como Reino Unido, União Europeia e Japão, que já negociaram acordos para reduzir os impactos do tarifaço, o governo brasileiro ainda não conseguiu sequer estabelecer um canal formal de diálogo com os EUA. A diplomacia, que exige firmeza, mas também racionalidade, sofre com a interferência de figuras que preferem o colapso econômico à conciliação institucional. O próprio chanceler Mauro Vieira está nos EUA, mas sem acesso ao alto escalão do governo Trump.


Diante do bloqueio, o governo Lula tenta preparar um plano emergencial para apoiar os setores atingidos, com medidas de crédito e estímulo à exportação. Mas o estrago político já está feito: o Brasil paga o preço de uma política externa sequestrada por radicalismos, birras ideológicas e interesses pessoais.


O caso Eduardo Bolsonaro é mais um capítulo do roteiro de autofagia institucional que marca parte da nova direita brasileira — aquela que, em nome de uma cruzada contra o “sistema”, não hesita em enfraquecer o próprio país. A pergunta que se impõe agora é direta: até quando o Brasil vai tolerar representantes que, em vez de defender os interesses nacionais, trabalham ativamente para enfraquecê-los no cenário internacional?


 
 
 

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