Educação em marcha à ré: o IDEB expõe o fracasso da gestão Furlani em Barra Mansa
- Marcus Modesto
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Marcus Modesto
Os números não fazem política. Não disputam eleição. Não têm partido. Apenas revelam a realidade. E a realidade da educação em Barra Mansa ficou escancarada com a divulgação do IDEB 2025: o município registrou uma das três maiores quedas do Estado do Rio de Janeiro nos anos finais do Ensino Fundamental, recuando de 4,9 para 4,6.
O resultado é muito mais do que uma nota. É o retrato de uma administração que, em pouco mais de um ano e meio, conseguiu interromper uma trajetória de avanços construída ao longo dos anos. Barra Mansa, que já figurou entre as redes municipais de melhor desempenho no estado, agora aparece na lista das maiores retrações da educação fluminense.
A pergunta é inevitável: o que aconteceu?
A resposta pode estar dentro das próprias escolas. Desde o início da gestão do prefeito Luiz Furlani, professores e servidores denunciam desvalorização profissional, atrasos de pagamentos, falta de diálogo, insegurança sobre direitos e ausência de uma política consistente de fortalecimento da educação pública.
Nenhum sistema educacional melhora quando seus profissionais trabalham desmotivados. Não existe ensino de excelência sem valorização do professor. Não existe aprendizagem de qualidade quando quem está na sala de aula precisa lutar diariamente por respeito e condições dignas de trabalho.
Enquanto a Prefeitura investe pesado em publicidade e na divulgação de ações pontuais nas redes sociais, os indicadores oficiais mostram uma realidade bem diferente. A propaganda pode produzir curtidas, mas não melhora notas, não reduz a evasão escolar e não aumenta a aprendizagem.
A queda de 0,3 ponto no IDEB não deve ser tratada como um detalhe estatístico. Ela representa centenas de estudantes aprendendo menos do que deveriam. Significa “oportunidades perdidas e um futuro comprometido para milhares de crianças e adolescentes.
O problema torna-se ainda mais grave porque a educação não é um caso isolado. Barra Mansa enfrenta desafios em diversas áreas da administração pública, e o recuo do IDEB reforça a percepção de que um dos setores mais estratégicos para o desenvolvimento do município perdeu prioridade.
Nenhum governo pode comemorar obras, eventos ou campanhas de marketing quando a educação retrocede. Porque é na escola que se decide o futuro de uma cidade.
A gestão Furlani ainda tem tempo para mudar esse cenário. Mas isso exigirá muito mais do que discursos otimistas. Será preciso reconstruir o diálogo com os profissionais da educação, investir na valorização dos servidores, garantir condições adequadas de ensino e transformar a educação em prioridade real, e não apenas em slogan.
O IDEB de 2025 deixa um recado claro: Barra Mansa está andando para trás justamente na área que deveria conduzir o município para frente.
Os números falam por si. E eles não são favoráveis à atual gestão.
Foto Arquivo




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