Empreendedorismo feminino ganha força em Volta Redonda e já supera número de empresas abertas por homens
- Marcus Modesto
- 3 de out. de 2025
- 2 min de leitura
VOLTA REDONDA — O protagonismo feminino no mundo dos negócios está em ascensão e tem se refletido também na economia local. Dados do Governo do Estado revelam que, entre janeiro e julho deste ano, mais de 22 mil empresas foram abertas por mulheres no Rio de Janeiro, um aumento de 12,5% em comparação com o mesmo período de 2023. Em Volta Redonda, o cenário segue essa tendência e já registra mais empreendedoras do que empreendedores à frente de micro e pequenas empresas.
Levantamento da Casa do Empreendedor Délio Avellar mostra que, até 20 de setembro, o município contava com 24.742 microempreendedores individuais (MEIs). Do total, 12.542 são mulheres, superando os 12.200 homens registrados.
Capacitação e novos caminhos
Para a assessora técnica da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH), Kátia Teobaldo, esse avanço é reflexo de determinação e busca por independência financeira.
“Cada vez mais mulheres estão à frente de negócios, muitas iniciando pelo MEI. Além disso, elas têm procurado capacitação para administrar suas empresas com mais inovação e eficiência. É um movimento que fortalece a economia, gera oportunidades e inspira outras a acreditarem em seu potencial”, afirmou.
Um dos projetos que contribuem para essa transformação é o “Mulheres Mãos à Obra”, realizado pela SMDH em parceria com a Fevre (Fundação Educacional de Volta Redonda). O programa oferece cursos de qualificação na área da construção civil, tradicionalmente dominada por homens.
Histórias que inspiram
A experiência de Camila Gonçalves, 44 anos, é um exemplo desse impacto. Casada e mãe, ela concluiu o curso de Pintura Predial e depois se especializou também em Solda.
“Achei incrível ver mulheres atuando em áreas consideradas masculinas. O projeto mostrou que somos capazes de ir muito além do que imaginamos”, contou.
Perspectivas
A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Glória Amorim, defende a criação de políticas públicas que reservem espaço para a mão de obra feminina em contratos com empresas privadas e órgãos públicos.
“Garantir essa participação pode incentivar o surgimento de novas empresas lideradas por mulheres, quebrando ciclos de dependência financeira e fortalecendo o empoderamento feminino”, destacou.
O avanço do empreendedorismo feminino em Volta Redonda mostra não apenas números positivos, mas também uma transformação social que amplia as possibilidades de inclusão, renda e autonomia para centenas de mulheres na cidade.
Foto Adriana Cópio




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