Entre velhas práticas e velhos personagens: o retrato do atraso político no Sul Fluminense
- Marcus Modesto
- 1 de abr.
- 2 min de leitura
A imagem que circula nas redes sociais, mostrando dois conhecidos nomes da política regional lado a lado, sorridentes e em clima de camaradagem, vai muito além de um simples registro. Ela simboliza, para muitos, a permanência de um modelo político que insiste em sobreviver no Sul Fluminense — marcado por alianças questionáveis, falta de renovação e distanciamento das reais necessidades da população.
Quando figuras como Rodrigo Drable e Zoinho aparecem juntas, o debate inevitavelmente ganha contornos mais profundos. Não se trata apenas de quem são, mas do que representam. Ambos carregam trajetórias políticas que, na visão de críticos, estão associadas a práticas antigas, decisões controversas e resultados que pouco contribuíram para transformar de forma estrutural a realidade das cidades onde atuaram.
A política regional, que já enfrenta desafios históricos como desigualdade social, falta de investimentos consistentes e fragilidade nos serviços públicos, acaba sendo ainda mais prejudicada quando lideranças que simbolizam o passado continuam ocupando espaço central. Em vez de renovação, o que se vê é a repetição de nomes, discursos e estratégias que já se mostraram ineficazes.
Esse tipo de aliança também levanta questionamentos sobre os bastidores do poder. O que está sendo articulado? Quais interesses estão em jogo? E, principalmente, onde entra a população nesse cenário? São perguntas que ecoam entre eleitores cada vez mais descrentes.
O Sul Fluminense precisa avançar. Precisa de novas ideias, նորas lideranças e, sobretudo, compromisso real com transparência e resultados. A insistência nos mesmos personagens e nas mesmas práticas apenas reforça a sensação de estagnação.
Mais do que uma foto, o momento expõe um retrato incômodo: o de uma política que parece girar em torno de si mesma, distante das mudanças que a sociedade tanto cobra.
Foto Redes sociais




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