EUA ampliam sanções contra supostos operadores do PCC e apontam expansão internacional da facção
- Marcus Modesto
- 2 de jul.
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O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova rodada de sanções contra pessoas e empresas suspeitas de atuar em benefício do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização que as autoridades americanas classificam como a principal rede criminosa transnacional em atividade no Hemisfério Ocidental.
As medidas atingem dois cidadãos brasileiros, três empresas estabelecidas no Brasil e uma companhia sediada em Portugal. Segundo o Departamento do Tesouro norte-americano, os alvos teriam participação em esquemas financeiros utilizados para movimentar recursos da facção.
A decisão faz parte de uma estratégia mais ampla adotada pela administração do presidente Donald Trump para combater organizações envolvidas com tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e financiamento de atividades criminosas. A iniciativa reforça ações anteriores que colocaram o PCC e o Comando Vermelho em listas de monitoramento e combate das autoridades dos Estados Unidos.
Em comunicado oficial, integrantes do Tesouro afirmaram que o objetivo é enfraquecer as fontes de financiamento da organização e interromper operações ligadas ao tráfico de entorpecentes e à circulação ilegal de recursos financeiros. O governo americano sustenta que a facção tem ampliado sua atuação além das fronteiras brasileiras, alcançando diversos países e estabelecendo conexões internacionais.
As autoridades dos EUA também destacaram uma investigação realizada recentemente no Brasil contra um esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao PCC. Conforme informações divulgadas, a estrutura utilizava operações de comércio exterior e empresas ligadas ao setor de eletrônicos para movimentar milhões de dólares em transações suspeitas.
A operação foi conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, com apoio de órgãos estaduais e do Ministério Público, e resultou no cumprimento de mandados de prisão e busca em diferentes estados brasileiros. A ação teve como foco identificar mecanismos utilizados para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas.
O comunicado americano ressaltou ainda que as investigações apontam a presença da facção em países da Europa, Ásia e América do Norte, evidenciando o alcance internacional das operações atribuídas ao grupo criminoso.
Nos Estados Unidos, os trabalhos foram coordenados por forças especializadas em segurança interna, com participação do FBI e de setores do Departamento de Justiça voltados ao combate à lavagem de dinheiro e ao narcotráfico. As informações reunidas pelas agências serviram de base para a aplicação das novas sanções econômicas anunciadas pelo governo norte-americano.




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