EUA e União Europeia fecham acordo para evitar guerra tarifária
- Marcus Modesto
- 28 de jul. de 2025
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Washington/Bruxelas – Os Estados Unidos e a União Europeia anunciaram neste domingo (27) um acordo comercial que reduz o risco de uma escalada tarifária entre as duas maiores economias do mundo. O entendimento, firmado após reunião entre o presidente norte-americano Donald Trump e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, estabelece a aplicação de uma tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos europeus exportados para o mercado norte-americano.
A negociação encerra semanas de tensão, marcadas pela ameaça de tarifas de até 30% sobre todos os itens importados da UE e de 50% sobre setores estratégicos, como aço e alumínio. Estes dois produtos, entretanto, permanecerão sujeitos a alíquotas elevadas. Já medicamentos, componentes eletrônicos e alguns bens industriais seguirão temporariamente isentos ou com tarifas reduzidas.
Além da nova taxa, o acordo prevê contrapartidas econômicas da Europa: compra de US$ 750 bilhões em produtos energéticos dos Estados Unidos, investimentos estimados em US$ 600 bilhões na economia norte-americana e a aquisição de equipamentos militares produzidos no país.
A reação inicial dos mercados foi positiva. O índice europeu Stoxx 600 registrou alta de aproximadamente 0,7% após o anúncio. “Conseguimos evitar um conflito comercial que poderia ter impactos severos no crescimento global”, afirmou Von der Leyen.
No entanto, o entendimento enfrenta críticas dentro da própria União Europeia. Líderes de países como França e Alemanha consideram o pacto desequilibrado e apontam riscos de dependência econômica. “Este é um dia sombrio para a Europa. Aceitamos condições que enfraquecem nossa autonomia estratégica”, disse o primeiro-ministro francês François Bayrou.
Economistas também alertam que, embora o acordo traga alívio imediato, poderá pressionar preços e impactar o crescimento no longo prazo. Ainda assim, governos e empresas veem no pacto um passo necessário para garantir estabilidade e previsibilidade no comércio transatlântico.




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