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EUA lançam plano inédito para encerrar guerra em Gaza com supervisão internacional

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 29 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Washington apresentou nesta segunda-feira (29) um plano descrito como “histórico” para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza. O projeto, anunciado pelo presidente Donald Trump em coletiva, prevê cessar-fogo imediato, libertação de reféns, soltura de prisioneiros palestinos, reconstrução em larga escala do território e a criação de um Conselho da Paz — órgão internacional presidido pelo próprio Trump para conduzir a transição.


A proposta foi construída em parceria com Israel e discutida previamente com líderes árabes. O documento estabelece prazo de 72 horas para o Hamas libertar todos os reféns israelenses. Em contrapartida, Israel deve liberar mais de 1,9 mil palestinos, incluindo 250 condenados à prisão perpétua, além da devolução de restos mortais de ambos os lados.


Outro eixo central é a transformação de Gaza em uma “zona desradicalizada”, sem grupos armados e sob vigilância internacional. Integrantes do Hamas que entregarem suas armas poderiam receber anistia ou passagem segura para outros países.


A ajuda humanitária entraria de forma imediata, coordenada pela ONU, pelo Crescente Vermelho e outras entidades neutras, com reabertura de estradas, hospitais e escolas. A reconstrução seria conduzida por um comitê palestino tecnocrático, supervisionado pelo Conselho da Paz até que a Autoridade Palestina esteja pronta para reassumir o governo.


O plano também prevê a criação de uma Força Internacional de Estabilização, com países árabes e parceiros ocidentais, responsável por treinar policiais palestinos e garantir a segurança durante a retirada gradual das tropas israelenses.


Segundo Trump, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já deu sinal verde à proposta. Caso o Hamas recuse, os EUA afirmam que apoiarão medidas militares mais duras contra o grupo. Até o momento, não houve resposta oficial do movimento islâmico.


Se aceito, o acordo abriria espaço para a retomada da Autoridade Palestina em Gaza e poderia ser o primeiro passo concreto rumo à criação de um Estado Palestino reconhecido internacionalmente.



 
 
 

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