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Evasão Escolar em Volta Redonda: avanços educacionais contrastam com falta de dados sobre alunos fora da escola

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 28 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura

Apesar de Volta Redonda apresentar avanços reconhecidos nacionalmente na educação pública, o município ainda não divulga informações atualizadas sobre o número de crianças e adolescentes fora da escola. Essa ausência de dados compromete a transparência e dificulta o planejamento de políticas públicas mais eficazes.


Em 2025, a prefeitura lançou a campanha “Quem falta faz falta. Todo dia conta!”, voltada para reduzir faltas e prevenir o abandono escolar. A rede municipal também implantou sistemas como o Saevre, criado para avaliar o desempenho de estudantes e identificar riscos de infrequência. Protocolos estabelecidos desde 2021 determinam que escolas comuniquem aos órgãos de assistência social e ao Conselho Tutelar casos de alunos com dez ou mais faltas consecutivas.


Apesar dessas ações, o município não informa quantas crianças e jovens estão, de fato, fora da escola neste ano. Dados antigos, de 2018, já indicavam cerca de 200 casos anuais de evasão, frequentemente associados à violência em determinados bairros, à vulnerabilidade social e à necessidade de trabalho infantil.


Enquanto isso, Volta Redonda se destaca em outros indicadores: em 2024, recebeu o Selo Ouro no Programa Criança Alfabetizada, investiu mais de R$ 25 milhões em infraestrutura escolar e beneficiou aproximadamente 35 mil estudantes com projetos pedagógicos. No Ideb, alcançou nota 6,1 nos anos iniciais do ensino fundamental.


O contraste é claro: o município colhe resultados positivos em desempenho e estrutura, mas a falta de estatísticas atuais sobre evasão escolar deixa sem resposta a principal pergunta: quantos alunos continuam sem acesso pleno ao direito básico de estudar?



 
 
 

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