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Ex-diretor da PRF é expulso do Paraguai e entregue à Polícia Federal na fronteira

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 27 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

A Polícia Nacional do Paraguai entregou, na noite desta sexta-feira (26), o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, às autoridades brasileiras. A transferência ocorreu na Ponte da Amizade, na divisa entre Ciudad del Este e Foz do Iguaçu (PR), onde ele passou à custódia da Polícia Federal.


Horas antes, Vasques havia sido detido no Aeroporto Internacional de Assunção ao tentar embarcar para El Salvador utilizando documentos paraguaios falsos. Após a entrega, ele será conduzido a Brasília para cumprir determinação do Supremo Tribunal Federal.


Ao chegar à área aduaneira, Silvinei apareceu algemado e com a cabeça coberta por um capuz, procedimento adotado pelas autoridades paraguaias em casos de expulsão do território nacional. Diferentemente de um processo formal de extradição, que costuma ser demorado, o ex-diretor da PRF foi expulso administrativamente.


A decisão do Paraguai se baseou em crimes migratórios cometidos no país, como entrada irregular e uso de identidade falsa. Como não havia mandado de prisão local nem alerta vermelho da Interpol no momento da abordagem, a expulsão foi considerada a alternativa legal mais rápida para devolvê-lo ao Brasil.


Plano de fuga foi colocado em prática na véspera de Natal


Segundo informações da Polícia Federal, a tentativa de fuga foi cuidadosamente planejada. Condenado há cerca de dez dias pelo STF a 24 anos e seis meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de 2022, Silvinei cumpria prisão domiciliar em São José, em Santa Catarina.


Registros de câmeras de segurança indicam que ele deixou o condomínio às 19h22 do dia 24 de dezembro, véspera de Natal. O ex-diretor carregou um carro alugado com bolsas, ração e tapetes higiênicos e viajou acompanhado de um cachorro da raça pitbull. Em seguida, rompeu a tornozeleira eletrônica. A polícia penal chegou ao imóvel cerca de 50 minutos depois, mas a residência já estava vazia, e o equipamento não foi encontrado.


As investigações apontam que Vasques utilizou documentos paraguaios autênticos, emitidos em nome de Julio Eduardo Baez Fernandez, nascido em 1981, em Ciudad del Este. No momento da prisão, ele também portava uma carta escrita em espanhol, na qual alegava estar em tratamento contra um suposto câncer no cérebro, argumento usado para justificar a viagem internacional.


Prisão preventiva decretada pelo STF


Após a confirmação da fuga, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão preventiva de Silvinei Vasques. Na decisão, o magistrado ressaltou que as diligências comprovaram o descumprimento das medidas cautelares e a efetiva tentativa de escapar da aplicação da lei.


O ex-diretor da PRF foi condenado por integrar o núcleo da organização criminosa que, segundo o STF, utilizou a estrutura da Polícia Rodoviária Federal para dificultar o deslocamento de eleitores, principalmente no Nordeste, durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022.



 
 
 

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