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Exposição de Caru Brandi leva arte e reflexões sobre identidade trans ao Centro Nacional de Folclore no Rio

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 8 de mar.
  • 2 min de leitura

A exposição “Fabulações transviadas”, do artista gaúcho transmasculino não-binário Caru Brandi, marca sua primeira mostra individual no Rio de Janeiro. Em cartaz até 22 de abril, a exposição ocupa a Sala do Artista Popular do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no bairro do Catete, e abre a programação cultural de 2026 do espaço.


Para o artista, a oportunidade representa mais que um momento na carreira: é também um passo importante para ampliar a visibilidade da cultura e das experiências trans na arte brasileira. Caru destaca que a presença de artistas trans em instituições culturais ainda é rara, e que iniciativas como essa ajudam a abrir novos caminhos.


A mostra reúne cerâmicas e pinturas produzidas ao longo da trajetória do artista, além de obras criadas especialmente para a exposição. As peças abordam, com linguagem lúdica e crítica, temas ligados à transição de gênero, identidade e pertencimento, dialogando com experiências pessoais e coletivas da comunidade trans.


Caru Brandi iniciou sua expressão artística com desenhos e tatuagens, mas seu trabalho passou por uma transformação profunda a partir de 2018, período em que vivenciava seu processo de transição de gênero. Segundo ele, essa fase marcou a passagem de uma estética mais realista para uma produção mais ficcional e simbólica.


Durante a pandemia, o artista chegou a concluir a graduação em Direito, em 2021, mas decidiu seguir definitivamente na arte. Atualmente cursa Artes Visuais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e atua como arte-educador na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre.


A abertura da exposição também contou com atividades culturais e performances. Antes da inauguração, o público participou da oficina “Imaginários do barro”, conduzida pelo próprio artista, explorando a criação em cerâmica. Já a performance apresentada pelos artistas Maru e Kayodê Andrade trouxe referências da cultura ballroom, movimento artístico e social surgido nos anos 1970 entre comunidades negras, latinas e LGBTQIA+ nos Estados Unidos.


De acordo com a organização da mostra, a proposta é ampliar o debate sobre identidade, arte popular e diversidade cultural, apresentando ao público diferentes formas de expressão ligadas à experiência trans.


A visitação é gratuita e acontece de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h. Todas as obras expostas também estão disponíveis para venda.

Foto Gabriela Puchinelli


 
 
 

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