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Extradição de Carla Zambelli avança na Itália, mas decisão final ainda depende de novos recursos

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 26 de mar.
  • 2 min de leitura

A Justiça italiana autorizou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, presa no país europeu desde julho de 2025. Apesar do avanço no processo, a decisão ainda não é definitiva e abre espaço para que a defesa apresente novos recursos.


Os advogados já anunciaram que vão recorrer à Corte de Cassação, a instância máxima do Judiciário italiano, tentando reverter a autorização concedida. Até que todos os recursos sejam analisados, o caso seguirá sem desfecho imediato.


Etapas judiciais e decisão política ainda pendentes


Mesmo após o encerramento da tramitação judicial, a extradição não será automática. A palavra final caberá ao Ministério da Justiça da Itália, comandado por Carlo Nordio. A decisão só será tomada depois que todas as possibilidades de recurso forem esgotadas.


Ainda assim, existe a possibilidade de contestação na esfera administrativa, o que pode prolongar ainda mais o processo e manter indefinido o retorno da ex-parlamentar ao Brasil.


Prisão e status de foragida


Zambelli foi presa em território italiano após ser considerada foragida pelas autoridades brasileiras. Desde então, o processo de extradição vem se arrastando, marcado por sucessivos pedidos da defesa para adiar decisões.


O Ministério Público italiano já havia se manifestado favoravelmente à extradição meses antes, e a Embaixada do Brasil em Roma foi oficialmente comunicada sobre a decisão mais recente.


Condenações no Brasil pesam no processo


O pedido de extradição tem como base condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal. Em uma delas, Zambelli recebeu pena de dez anos de prisão por envolvimento na contratação de um hacker para inserir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes em sistemas judiciais.


Em outro caso, foi condenada a cinco anos e três meses após sacar uma arma e perseguir um homem em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.


Renúncia após crise institucional


A ex-deputada renunciou ao mandato em 14 de dezembro, após um impasse envolvendo a Câmara dos Deputados do Brasil. Embora o plenário tenha inicialmente mantido seu cargo, uma decisão do STF anulou a sessão, levando Zambelli a formalizar a saída do cargo.


O caso segue em aberto e ainda pode se estender por meses, dependendo dos próximos passos da defesa e das decisões das autoridades italianas.



 
 
 

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