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Férias escolares exigem atenção redobrada dos pais para evitar acidentes com crianças

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 2 de jan.
  • 3 min de leitura

A chegada das férias escolares altera a rotina das famílias e traz, junto com mais tempo livre e novas atividades, desafios importantes para pais e responsáveis. Com menos compromissos formais e maior liberdade no dia a dia das crianças, cresce também a necessidade de cuidados para prevenir acidentes, seja em casa, em viagens ou em passeios.


Especialistas ouvidos pela Agência Brasil alertam que o período de férias, que normalmente vai de dezembro a fevereiro, exige planejamento e atenção constante. Para o pediatra e alergista do Hospital Santa Catarina – Paulista, Josemar Lídio de Matos, um dos primeiros desafios é garantir que as atividades propostas ocorram em ambientes seguros.


Atenção aos locais de lazer


Segundo o especialista, antes de levar a criança a um parquinho, clube, hotel ou área de lazer diferente da rotina, os pais devem avaliar as condições do local. Brinquedos bem conservados, pisos que absorvam impacto e sistemas de proteção são itens essenciais.


“Em clubes e hotéis, é fundamental observar se há redes de proteção nas janelas, isolamento adequado das piscinas e mecanismos que impeçam o acesso das crianças sem supervisão”, destaca Matos.


Riscos variam conforme a idade


Os perigos também mudam de acordo com a faixa etária. Em crianças de até 3 anos, os principais riscos costumam estar dentro de casa. Quedas de sofás e camas, principalmente em locais onde a família está hospedada, são situações frequentes. Queimaduras e intoxicações também entram na lista de preocupações.


“Panelas quentes, alimentos recém-saídos do forno e produtos de limpeza ao alcance das crianças representam riscos sérios”, alerta o pediatra.


Já entre crianças maiores, os acidentes estão mais ligados à intensidade das brincadeiras e ao uso de bicicletas, skates e patins. Nesses casos, o uso de equipamentos de proteção adequados à idade, como capacete, joelheiras e cotoveleiras, é indispensável, sempre com supervisão de um adulto.


Cuidados em casas alugadas e áreas externas


Durante viagens, os pais devem observar se brinquedos disponíveis em casas alugadas são apropriados para a idade da criança e se não possuem peças pequenas que ofereçam risco de engasgo. Playgrounds também precisam ser avaliados quanto à conservação e à segurança dos equipamentos.


Outro ponto de atenção são piscinas e praias. O risco de afogamento exige vigilância constante e a checagem de barreiras de proteção, além de impedir o acesso das crianças a esses espaços sem a presença de um adulto.


O papel do diálogo e do exemplo


Para as crianças mais velhas, o diálogo é uma ferramenta fundamental de prevenção. Orientar sobre como agir em situações de risco, como se perder em locais movimentados, e ensinar a pedir ajuda são atitudes que fazem diferença durante as férias.


A pediatra Patricia Rolli reforça que acidentes acontecem em segundos e que a atenção dos adultos deve ser contínua. Ela também destaca a importância do exemplo: quando os pais respeitam regras de segurança no trânsito, no lazer e em ambientes públicos, as crianças tendem a reproduzir esse comportamento.


Pequenas atitudes que fazem diferença


Entre as recomendações práticas, especialistas sugerem ensinar as crianças a observar sinalizações de guarda-vidas na praia, não se afastar de pontos de referência combinados e memorizar números de emergência. Outra dica simples, mas eficaz, é o uso de roupas de cores chamativas em locais com grande circulação de pessoas, facilitando a identificação à distância.


Com orientação, diálogo e atenção, as férias podem ser um período de descanso e diversão, sem abrir espaço para riscos desnecessários.

Com informações Agência Brasil




 
 
 

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