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Filhos de Bolsonaro reagem a negativa do STF e acusam desprezo à condição médica do ex-presidente

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 2 de jan.
  • 2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, criticou duramente a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que rejeitou o pedido de prisão domiciliar de caráter humanitário apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Flávio, o despacho divulgado nesta quinta-feira teve tom sarcástico e ignorou a real situação de saúde do pai.


Em manifestação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que relatórios médicos apontariam a necessidade de cuidados permanentes, incompatíveis com o ambiente prisional. Ele também alertou para os riscos decorrentes das complicações clínicas enfrentadas pelo ex-presidente nos últimos meses.


Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro, também se posicionou contra a decisão. Segundo ele, a negativa do STF representa uma injustiça e reforça o que classifica como perseguição política a Jair Bolsonaro.


Defesa fala em perseguição e cuidados contínuos


Carlos declarou que interromper o que chama de perseguição não seria um favor, mas uma obrigação institucional. A reação ocorreu após a confirmação de que Bolsonaro seguirá em regime fechado.


A solicitação de prisão domiciliar foi apresentada após a alta hospitalar do ex-presidente, que deixou o hospital nesta quinta-feira, depois de permanecer internado desde o dia 24 para tratar uma hérnia e crises persistentes de soluço. Os advogados sustentaram que, apesar da alta, o quadro clínico ainda exigiria acompanhamento constante, motivo pelo qual pediram que ele não retornasse imediatamente à Superintendência da Polícia Federal.


Moraes aponta ausência de fatos novos


Ao negar o pedido, Alexandre de Moraes destacou que a defesa não apresentou elementos novos capazes de modificar a decisão anterior, proferida em 19 de dezembro, quando o benefício já havia sido rejeitado. O ministro afirmou que não houve agravamento do estado de saúde do ex-presidente e que, ao contrário, os laudos indicam melhora dos sintomas relatados, inclusive com pareceres assinados por médicos indicados pela própria defesa.


“No caso concreto, há total ausência dos requisitos legais para a concessão de prisão domiciliar”, registrou Moraes.


Regime fechado e justificativas do STF


O ministro também mencionou descumprimentos reiterados de medidas cautelares e apontou condutas interpretadas como tentativa de fuga, como a destruição da tornozeleira eletrônica, para justificar a manutenção do regime fechado.


Segundo a decisão, todas as recomendações médicas podem ser cumpridas nas dependências da Polícia Federal, que dispõe de atendimento médico ininterrupto, acesso a profissionais particulares, fornecimento de medicamentos, sessões de fisioterapia e alimentação preparada por familiares.


Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro cumpre pena em regime inicial fechado. Com a decisão desta quinta-feira, Alexandre de Moraes determinou que, após a liberação médica, o ex-presidente retorne à sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.



 
 
 

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