Fim de semana sangrento em Barra Mansa escancara falhas no policiamento e na gestão da segurança
- Marcus Modesto
- 28 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Barra Mansa enfrentou um fim de semana marcado pela violência, com dois homicídios em menos de 24 horas. Ambos os crimes tiveram o mesmo padrão: as vítimas foram executadas enquanto andavam de bicicleta, em vias públicas, e os assassinos fugiram sem deixar pistas.
Na noite de sábado (26), Wellington Cícero Esteves da Silva, de 43 anos, conhecido como Tim, foi morto com disparos de pistola 9 mm na Rua Manoel Augusto de Jesus, no bairro Vila Elmira. Nenhuma câmera de segurança registrou a ação e não há testemunhas. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), e a investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Barra Mansa.
Na tarde de sexta-feira (25), o frentista Revelino Oliveira Santos, de 34 anos, foi baleado na cabeça quando voltava para casa pela Rodovia Presidente Dutra, no distrito de Floriano. Ele havia acabado de sair do trabalho em um posto de combustíveis.
Dois assassinatos seguidos, com características semelhantes, revelam um cenário de insegurança que não pode ser tratado como casos isolados. A ausência de câmeras em áreas de risco, a falta de policiamento ostensivo e a rapidez com que criminosos conseguem agir e desaparecer mostram falhas claras na gestão da segurança pública, tanto no âmbito municipal quanto estadual.
Enquanto o governo do Estado, responsável pelo policiamento, não apresenta resultados efetivos, e a Prefeitura limita-se a alegar que a segurança não é de sua competência direta, moradores seguem convivendo com o medo e a sensação de abandono. O comércio reduz horários, famílias evitam sair à noite e crimes violentos continuam a ocorrer sem solução rápida.
Se homicídios à luz do dia e em pontos movimentados não geram uma resposta imediata e firme, o que mais precisa acontecer para que Barra Mansa tenha um plano real de combate à criminalidade?




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