Flávio Bolsonaro leva ao STF denúncia sobre suposta tentativa de pressionar produtora de “Dark Horse”
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o empresário Fernando José Macieira Sarney, filho do ex-presidente José Sarney. O pedido tem como base o depoimento da produtora Karina Ferreira da Gama, ligada ao filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Segundo a versão apresentada por Karina, ela teria sido procurada em duas ocasiões, em maio e agosto, por Sarney e por um homem que ainda não foi identificado formalmente e que seria pastor e amigo antigo da produtora.
A produtora afirma que recebeu uma proposta envolvendo assistência jurídica e uma possível imunidade em troca de uma colaboração premiada. Ainda de acordo com o relato, o conteúdo da eventual delação teria como objetivo atingir politicamente a candidatura de Flávio Bolsonaro. Karina diz que rejeitou a proposta.
Pedido de investigação
Na representação encaminhada ao STF, Flávio Bolsonaro afirma que os fatos narrados podem indicar a ocorrência de coação no curso do processo. A suspeita levantada é de que a produtora teria sido pressionada diante da possibilidade de sofrer novas ações policiais caso não aceitasse colaborar com as autoridades.
A notícia-crime, entretanto, não representa uma conclusão sobre a ocorrência dos fatos. As acusações ainda precisam ser investigadas e confirmadas.
Fernando Sarney e o homem apontado no relato como pastor não foram formalmente denunciados pelos fatos. Até o momento, trata-se de uma narrativa apresentada pela defesa política de Flávio a partir do depoimento da produtora.
O candidato também solicitou que a eventual investigação tenha, como regra, caráter público, com restrição de acesso apenas a documentos e informações cuja divulgação possa comprometer medidas investigativas.
Operação da PF entrou no contexto
A representação também faz referência à operação da Polícia Federal que teve Karina Ferreira da Gama como alvo em setembro. A medida foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo, relator das investigações relacionadas ao caso.
Para Flávio Bolsonaro, a proximidade entre os episódios reforça a necessidade de esclarecer as circunstâncias das supostas abordagens feitas à produtora e verificar se houve alguma tentativa de utilização de mecanismos de colaboração premiada com finalidade política.
Agora, caberá às autoridades avaliar o material apresentado, ouvir os envolvidos e verificar se existem elementos concretos que justifiquem a abertura ou o aprofundamento de uma investigação. Até que isso ocorra, as acusações permanecem no campo das alegações ainda não comprovadas.




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