Flávio Dino proíbe saques em espécie de emendas parlamentares e determina novas regras de controle
- Marcus Modesto
- há 1 dia
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta terça-feira (3) proibir a realização de saques em dinheiro de recursos provenientes de emendas parlamentares. A determinação também se estende a valores transferidos para contas de empresas que recebam verbas oriundas dessas emendas.
A medida foi adotada no âmbito do processo que discute mecanismos de transparência e rastreabilidade na execução das emendas ao Orçamento. Segundo o ministro, a restrição não impede a movimentação regular dos recursos para pagamento de fornecedores e prestadores de serviços, desde que as transações sejam feitas por meios eletrônicos, como transferências bancárias ou PIX.
Determinações a bancos e ao Banco Central
Dino lembrou que, em agosto do ano passado, já havia determinado que instituições financeiras como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste ajustassem seus sistemas para impedir o uso de contas de passagem e saques diretos no caixa para movimentação de emendas.
Apesar da ordem judicial, foram identificadas inconsistências nos mecanismos de controle, o que levou à nova decisão reforçando as restrições.
O ministro também determinou que o Banco Central do Brasil regulamente, no prazo de 60 dias, regras específicas para disciplinar os saques relacionados a esses recursos. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) deverá atuar de forma conjunta na elaboração e acompanhamento das medidas.
Transparência nas emendas
Desde que assumiu cadeira no STF em 2024, Flávio Dino passou a relatar os processos que tratam da transparência na destinação das emendas parlamentares.
Em fevereiro do ano passado, o ministro homologou um plano de trabalho apresentado pelo Congresso Nacional, no qual deputados e senadores se comprometeram a identificar formalmente os autores das emendas ao Orçamento e os beneficiários finais dos repasses. A iniciativa permitiu a retomada dos pagamentos, que haviam sido suspensos anteriormente por falta de critérios claros de publicidade e rastreabilidade.
Com informações Agência Brasil
Foto Fábio Rodrigues




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