Flávio Bolsonaro reage a veto de visitas a Jair Bolsonaro no Dia dos Pais
- Marcus Modesto
- há 1 hora
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República, reagiu neste sábado (8) à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 30 dias as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida impede, inclusive, o encontro do ex-presidente com os filhos neste domingo (9), Dia dos Pais.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio classificou a decisão como uma nova restrição imposta ao pai e criticou especialmente o fato de a proibição alcançar uma data de forte significado familiar.
Segundo o senador, além das limitações judiciais já determinadas contra Jair Bolsonaro, agora o ex-presidente estaria impedido de receber os próprios filhos. “Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos”, afirmou.
Flávio encerrou a manifestação dizendo que a situação “tem dia e hora para acabar”, mas não detalhou quais medidas pretende tomar ou a que exatamente se referia com a declaração.
A defesa de Jair Bolsonaro havia solicitado ao STF uma autorização excepcional para que os filhos pudessem visitá-lo neste domingo. O pedido foi apresentado sob a justificativa de preservar vínculos familiares e atender a uma finalidade considerada humanitária. Alexandre de Moraes, porém, decidiu negar a solicitação.
Suspensão vale por 30 dias
A decisão determina a interrupção das visitas ao ex-presidente durante 30 dias. A restrição abrange familiares e outras pessoas autorizadas anteriormente, enquanto ficam mantidos os atendimentos médicos e o acesso dos advogados responsáveis pela defesa.
De acordo com Moraes, a suspensão ocorreu após a identificação de um suposto descumprimento de medida cautelar anteriormente estabelecida. O ministro relacionou o episódio à divulgação pública, por Flávio Bolsonaro, de uma carta atribuída ao ex-presidente.
Com a determinação, Jair Bolsonaro passará o Dia dos Pais sem receber presencialmente os filhos. Durante o período de suspensão, o contato com o ex-presidente fica limitado às situações expressamente autorizadas pela decisão judicial, especialmente relacionadas à assistência médica e à atuação de sua defesa.
A medida amplia as restrições impostas a Bolsonaro e deve manter o embate político e jurídico em torno das decisões do STF no centro do debate nacional.




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