Furlani transforma Tarifa Zero em dor de cabeça e pode deixar população sem acesso ao benefício
- Marcus Modesto
- há 6 dias
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O que era para facilitar a vida da população de Barra Mansa está virando mais um exemplo de como a gestão do prefeito Luiz Furlani consegue complicar o básico.
A Tarifa Zero aos domingos, que hoje atende a todos, já tem data para acabar nesse formato: último domingo de abril. A partir daí, só embarca de graça quem tiver o tal “Cartão Domingo da Família”.
Até aí, poderia ser só uma mudança administrativa. Mas a realidade mostra outra coisa.
Sistema que não funciona
Antes mesmo da nova regra entrar em vigor, o sistema já dá sinais de colapso. Moradores relatam meses de espera para emissão de cartões — inclusive pessoas com deficiência, que deveriam ter prioridade.
Tem gente que fez perícia no ano passado e segue sem resposta. Outros aguardam desde maio. E quando procuram solução, encontram desencontro de informações: um setor joga a responsabilidade para o outro, e ninguém resolve.
Restrição disfarçada
Na prática, a mudança cria um filtro. Quem conseguir vencer a burocracia, usa. Quem não conseguir, fica de fora.
Ou seja: a Tarifa Zero deixa de ser um direito amplo e passa a ser um benefício limitado — condicionado à eficiência de um sistema que já provou que não funciona.
Problema antigo, solução nenhuma
Não é novidade. Já houve dificuldade até para emissão de carteirinhas de pessoas surdas, com necessidade de intervenção do Ministério Público.
Mesmo assim, a prefeitura insiste em ampliar exigências sem antes garantir que o mínimo esteja funcionando.
Decisão que pesa no bolso
No fim das contas, quem paga é a população. Principalmente quem depende do transporte público para trabalhar, visitar a família ou simplesmente se deslocar.
A pergunta que fica é simples: por que dificultar algo que já funcionava?
Porque quando a gestão cria regra, mas não garante acesso, o resultado não é organização — é exclusão.
Foto arquivo




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