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Fé nas ruas: Barra Mansa celebra São Jorge com cortejo, flores e devoção

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 23 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

O dia 23 de abril começou diferente em Barra Mansa. Nas ruas do centro da cidade, a fé ganhou forma sobre uma caminhonete enfeitada com panos vermelhos, flores e a imagem de São Jorge — o santo guerreiro que há séculos inspira coragem, resistência e proteção.


Ao som de orações, cânticos e toques religiosos, devotos vestidos de branco conduziam o pequeno cortejo com emoção visível nos gestos e nos olhares. A figura de São Jorge, montado em seu cavalo e com a lança em punho, não era apenas simbólica: representava a esperança de um povo que, mesmo em tempos difíceis, segue em frente com fé.


A cena, singela e poderosa, misturou elementos da religiosidade popular com a força de tradições afro-brasileiras, numa demonstração viva do sincretismo que move o coração do Sul Fluminense. Não houve trio elétrico nem fogos de artifício. Mas houve o mais importante: respeito, silêncio emocionado e gratidão.


Com a imagem do santo adornada por rosas vermelhas e brancas, o cortejo passou pelas principais vias do centro levando bênçãos a quem assistia das calçadas ou das janelas. Muitos estenderam as mãos, outros fizeram o sinal da cruz ou simplesmente fecharam os olhos por um instante — um gesto simples, mas cheio de significado.


Para os devotos, a data não é apenas uma celebração religiosa. É um momento de renovar votos, agradecer pelas vitórias e pedir forças para enfrentar os “dragões” diários.

— São Jorge representa o guerreiro que existe em cada um de nós — disse um dos fiéis que acompanhava o carro com a imagem do santo. — Ele nos ensina a ter coragem mesmo quando tudo parece perdido.


Barra Mansa, assim como muitas cidades do estado do Rio, mantém viva a tradição de homenagear São Jorge. Seja com missas, procissões, rodas de samba, feijoadas ou apenas um altar improvisado com velas e flores, a fé segue pulsando em cada canto.


Porque para quem crê, São Jorge não é só um santo: é um companheiro de batalha.


Foto Marcus Modesto



 
 
 

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