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Gestão de Caneda à frente da Cultura acumula anúncios, mas entrega pouco à cidade

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

?A divulgação inicial do Carnaval 2026 escancarou um problema que já vinha sendo percebido por artistas, produtores culturais e pela população de Barra Mansa: a fragilidade da política cultural conduzida por Caneda à frente da Fundação Cultura. O que deveria ser um momento de expectativa e valorização da maior festa popular do país acabou reforçando a sensação de improviso, falta de planejamento e ausência de visão estratégica.


Sob a gestão de Caneda, a Fundação Cultura tem se notabilizado mais por discursos otimistas e anúncios protocolares do que por resultados concretos. A promessa de um “pré-carnaval inédito”, por exemplo, não veio acompanhada de inovação real, investimento significativo ou ampliação do alcance cultural do evento. Na prática, trata-se de uma programação limitada, sustentada quase exclusivamente pelos mesmos blocos de sempre, sem estímulo à renovação e sem atrativos capazes de reposicionar Barra Mansa no cenário regional.


A valorização dos blocos tradicionais é importante e necessária, mas não pode servir de cortina para esconder a falta de uma política cultural consistente. Cultura não se resume a cumprir calendário. Exige planejamento de longo prazo, diálogo com o setor artístico, transparência nos critérios de apoio e, principalmente, coragem para ousar. Nada disso tem sido perceptível na atual condução da Fundação.


Outro ponto que pesa contra a gestão de Caneda é a repetição de um roteiro conhecido: divulgar uma programação inicial fraca, prometer anúncios “nos próximos dias” e alimentar expectativas que raramente se confirmam. Esse modelo desgasta a credibilidade da Fundação Cultura e afasta tanto o público quanto os próprios fazedores de cultura da cidade.


Barra Mansa tem história, identidade cultural e potencial para muito mais. O que falta não é talento local, mas liderança capaz de transformar esse potencial em política pública eficiente. Enquanto a Fundação Cultura seguir operando no modo burocrático, sem visão estratégica e sem compromisso com a excelência, a cidade continuará assistindo ao encolhimento de suas manifestações culturais — inclusive do Carnaval, que deveria ser vitrine, e não símbolo de estagnação.


A pergunta que fica é simples: até quando a cultura de Barra Mansa será tratada apenas como agenda de eventos, e não como instrumento de desenvolvimento, identidade e pertencimento? Foto Divulgação



 
 
 

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