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Gestão do Barra Mansa FC vira alvo de investigação no Tribunal de Justiça Desportiva

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 31 minutos
  • 2 min de leitura

A gestão do Barra Mansa Futebol Clube voltou ao centro de uma grave controvérsia após decisão do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado do Rio de Janeiro (TJD-RJ), que determinou a realização de audiência para apurar fatos relacionados a partidas da Campeonato Carioca Série B2 de 2025.


O despacho, assinado pelo auditor Alan Flavio da Fonseca Geraldo, levanta uma série de questionamentos sobre a condução administrativa do clube, incluindo inconsistências em documentos e dúvidas sobre quem realmente controla a gestão do futebol do Barra Mansa.


Contrato de gestão e CNPJ divergente


Durante a apuração, o tribunal identificou que o próprio clube informou nos autos que a gestão do futebol teria sido transferida a um terceiro, identificado como Thiago Carvalho da Costa. A comunicação indica que o controle das atividades esportivas já não estaria mais sob responsabilidade direta do presidente do clube, Sebastião Genivaldo da Silva.


O problema é que, ao analisar a documentação apresentada, o TJD encontrou divergências graves.


O CNPJ apresentado inicialmente não corresponde ao mesmo número identificado na empresa que assinou o contrato de gestão do futebol. A discrepância levou o tribunal a determinar a intimação formal do Barra Mansa para que esclareça qual é, afinal, a empresa responsável pela administração da equipe.


Em termos simples: nem o próprio processo consegue identificar com clareza quem administra o futebol do clube.


Investigação envolve duas partidas do campeonato


O inquérito disciplinar analisa fatos relacionados a duas partidas da Série B2:

• Barra Mansa Futebol Clube x Sport Club Paraty — realizada em 26 de outubro de 2025, no Estádio Leão do Sul.

• Sociedade Esportiva Belford Roxo x Barra Mansa Futebol Clube — disputada em 28 de setembro de 2025.


Os episódios investigados apresentam semelhanças que chamaram atenção das autoridades desportivas e também foram analisados em investigações conduzidas pela polícia e pelo Ministério Público.


Apesar de os dois casos apresentarem fatos parecidos, o tribunal concluiu que se tratam de situações distintas e decidiu dar continuidade ao processo disciplinar.


Dirigentes e árbitros serão ouvidos


O TJD determinou a realização de audiência virtual no dia 18 de março de 2026, quando serão ouvidos dirigentes, árbitros e responsáveis pela gestão do futebol do clube.


Entre os convocados para prestar depoimento estão:

• Sebastião Genivaldo da Silva – presidente do Barra Mansa

• Reginaldo Ferreira Gomes – presidente do Belford Roxo

• Tiago Calheiros – vice-presidente do Belford Roxo

• Jefferson de Souza Oliveira – árbitro da partida investigada

• Alexandro Araujo de Oliveira – delegado da partida

• Thiago Carvalho da Costa – apontado como gestor do futebol do Barra Mansa


Um clube sob suspeita


A investigação abre uma nova crise institucional no tradicional clube do Sul Fluminense. Além das suspeitas esportivas, a revelação de inconsistências administrativas — como a divergência de CNPJ e a falta de clareza sobre quem administra o futebol — expõe fragilidades graves na estrutura de gestão.


Para torcedores e para a própria cidade, a situação levanta uma pergunta incômoda:


Quem realmente controla o futebol do Barra Mansa FC?


E mais grave: sob quais regras essa gestão está operando?

Foto Arquivo

Thiago Carvalho da Costa – apontado como gestor do futebol do Barra Mansa


 
 
 

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