Gestão Furlani transforma a educação em Barra Mansa em experimento administrativo
- Marcus Modesto
- há 6 dias
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A condução da educação pública em Barra Mansa pela gestão do prefeito Luiz Furlani entrou em rota de colisão com pais, educadores e princípios básicos do ensino. A recente imposição de novos turnos escolares, definida sem diálogo e sem qualquer explicação pedagógica consistente, revela uma administração distante da realidade das escolas e das famílias.
A decisão, executada pela Secretaria Municipal de Educação, determinou que alunos do 3º, 4º e 5º ano estudem apenas pela manhã, enquanto crianças do 1º e 2º ano foram empurradas para o turno da tarde — justamente aquelas que exigam maior atenção, acompanhamento familiar e estabilidade na rotina.
Não houve audiência pública, consulta às unidades escolares, escuta de professores ou comunicação clara aos responsáveis. A Prefeitura simplesmente impôs a mudança, como se educação fosse um problema logístico e não um direito constitucional. A ausência de estudos técnicos ou pareceres pedagógicos torna a medida ainda mais grave.
Ao secretário de Educação caberia planejar, justificar e proteger o processo educacional. Ao prefeito Luiz Furlani, caberia liderar com responsabilidade social. Ambos falharam. Optaram pelo caminho da conveniência administrativa, transferindo os prejuízos para quem não tem voz institucional: as crianças.
A decisão afeta diretamente a aprendizagem, desorganiza a rotina familiar e aprofunda a sensação de improviso que marca a atual política educacional do município. Trata-se de uma escolha que não dialoga com a pedagogia, tampouco com a realidade social de Barra Mansa.
Quando a educação passa a ser tratada como teste de gestão, o resultado é previsível: insegurança, revolta e perda de confiança no poder público. A gestão Furlani precisa explicar por que decidiu ignorar a comunidade escolar e assumir o risco de comprometer o desenvolvimento de centenas de alunos.
Silenciar diante disso é aceitar a normalização do descaso. E o descaso, quando parte do governo, tem nome, cargo e responsabilidade.
Foto Divulgação




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