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Gilmar Mendes defende manutenção de inquérito das fake news e acirra embate com oposição

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 23 de abr.
  • 2 min de leitura

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, voltou a defender a continuidade do chamado inquérito das fake news, em meio ao aumento da pressão política sobre a Corte. A investigação, aberta em 2019 e relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, apura ataques e ameaças direcionadas ao STF e seus integrantes.


Em declaração recente, Gilmar afirmou que o procedimento ainda cumpre papel essencial diante do que considera recorrentes investidas contra o Judiciário. Segundo ele, o encerramento do inquérito deve ocorrer apenas quando todas as apurações forem concluídas, sinalizando que a investigação pode avançar até o período eleitoral.


Durante a fala, o ministro foi enfático ao justificar a continuidade. Para ele, críticas que ultrapassam o campo institucional exigem प्रतिक्रिया firme da Corte, especialmente quando envolvem acusações ou tentativas de deslegitimar o tribunal.


A posição, no entanto, intensificou a reação de parlamentares da oposição. Nos bastidores, já há articulação para um novo pedido de impeachment contra o ministro, movimento que ganhou força após decisões recentes no âmbito do inquérito.


Entre elas, está a solicitação para incluir o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como alvo da investigação. A medida foi tomada após a divulgação de um vídeo em que Zema critica decisões do Supremo. O ex-governador reagiu publicamente, classificando a iniciativa como desproporcional e reiterando suas críticas.


Outro ponto de tensão envolve o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado. Gilmar Mendes encaminhou à Procuradoria-Geral da República um pedido para investigar o parlamentar por suposto abuso de autoridade, após a circulação de uma minuta de relatório que sugeria o indiciamento de membros do STF e do chefe da PGR. O documento acabou rejeitado no âmbito da comissão.


As decisões ampliaram o debate político e jurídico em torno dos limites da investigação. Críticos apontam preocupação com a duração do inquérito, que já se estende por cerca de sete anos, e questionam o alcance das medidas adotadas.


O tema também mobiliza entidades da área jurídica. O Ordem dos Advogados do Brasil já se manifestou sobre o caso, defendendo a necessidade de maior clareza quanto aos prazos e à condução das apurações.



 
 
 

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