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Governo avalia resposta às tarifas dos EUA e descarta mudanças no Pix

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 36 minutos
  • 2 min de leitura

O governo federal está analisando quais medidas poderá adotar após a decisão dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. A informação foi reforçada nesta sexta-feira (17) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante agenda em São Paulo.


Segundo o ministro, a administração federal trabalha com cautela na avaliação dos mecanismos previstos na legislação brasileira para defender os interesses econômicos do país. Ele ressaltou que qualquer eventual reação será baseada nos instrumentos legais aprovados pelo Congresso Nacional e levará em consideração os impactos para empresas, trabalhadores e para a estabilidade econômica.


Durigan afirmou que a nova taxação anunciada pelo governo norte-americano não encontra respaldo nos indicadores do comércio bilateral. De acordo com ele, o Brasil mantém déficit na relação comercial com os Estados Unidos, o que, na avaliação da equipe econômica, enfraquece os argumentos utilizados para justificar a medida.


Apesar da insatisfação com a decisão, o ministro destacou que o diálogo entre os dois países continuará. A expectativa do governo é manter negociações diplomáticas e comerciais nos próximos meses na tentativa de reverter ou reduzir os efeitos das tarifas.


Durante a coletiva, Durigan também saiu em defesa do Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. O ministro afirmou que a ferramenta não faz parte de qualquer negociação com os Estados Unidos e classificou como inadequadas as críticas feitas ao modelo brasileiro de transferências financeiras.


Segundo ele, o Pix é uma infraestrutura pública que ampliou o acesso da população aos meios de pagamento e trouxe ganhos de eficiência para consumidores e empresas. Por isso, não há possibilidade de mudanças em seu funcionamento em decorrência das discussões comerciais entre os dois países.


O ministro ainda sugeriu que fatores políticos estariam influenciando a decisão norte-americana. Na avaliação dele, os argumentos econômicos apresentados pelos Estados Unidos não seriam suficientes para justificar a elevação das tarifas, o que levaria a uma interpretação de que outros interesses também estariam em jogo.


Enquanto o governo brasileiro busca uma solução negociada para o impasse, a equipe econômica acompanha os possíveis impactos da medida sobre setores exportadores e prepara estudos para preservar a competitividade da produção nacional no mercado internacional.



 
 
 
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