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Governo reajusta Gás do Povo e cria subsídio para conter alta do gás de cozinha

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 23 de abr.
  • 2 min de leitura

O Governo Federal do Brasil anunciou a atualização dos valores de referência do programa Gás do Povo, em uma tentativa de ampliar o alcance do benefício e amenizar os efeitos da alta internacional dos preços da energia. A medida já está em vigor e deve atingir milhões de famílias em todo o país.


A mudança foi formalizada pela Portaria Interministerial MME/MF nº 2, publicada no Diário Oficial da União pelos ministérios de Minas e Energia e da Fazenda. Segundo o governo, a decisão integra um pacote emergencial adotado após tensões internacionais, incluindo os recentes ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que impactaram o mercado global de energia.


De acordo com o Executivo, em vários estados os valores praticados estavam defasados em relação ao mercado, o que dificultava a adesão de revendedores ao programa. Com o reajuste, a expectativa é ampliar a rede de distribuição e facilitar o acesso ao benefício.


O Gás do Povo garante a recarga gratuita do botijão de 13 quilos para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda por pessoa de até meio salário mínimo e dados atualizados. Atualmente, cerca de 15 milhões de lares são atendidos, alcançando aproximadamente 50 milhões de brasileiros.


Impacto e ampliação


A estimativa do governo é de um impacto de cerca de R$ 300 milhões com a revisão dos valores. A medida deve incentivar a participação de distribuidoras e melhorar a oferta de gás, principalmente em regiões onde a cobertura ainda é limitada.


Além disso, o reajuste busca corrigir distorções regionais de preços, tornando o programa mais eficiente e equilibrado na distribuição do benefício.


Novo subsídio para o GLP


Outra iniciativa anunciada foi a criação de uma subvenção inédita para o gás liquefeito de petróleo (GLP). O incentivo prevê o pagamento de R$ 850 por tonelada de gás importado, com orçamento total de R$ 330 milhões.


Na prática, o subsídio pode representar cerca de 30% do valor do produto nas refinarias, ajudando a reduzir a diferença entre o preço do gás importado e o nacional. A medida tenta conter os efeitos da volatilidade externa e garantir maior estabilidade no mercado interno.


Com esse conjunto de ações, o governo busca preservar o acesso ao gás de cozinha, considerado um item essencial no orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda.





 
 
 

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