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Greve dos rodoviários segue afetando transporte no Rio apesar de decisão judicial

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

O terceiro dia da greve dos rodoviários voltou a causar transtornos para milhares de passageiros na cidade do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (1º). Mesmo após determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para que 80% da frota estivesse em circulação, o número de ônibus nas ruas permaneceu abaixo do percentual exigido.


De acordo com o sindicato patronal Rio Ônibus, cerca de 1.500 veículos operavam nas primeiras horas da manhã, quantidade inferior aos 2.880 coletivos que deveriam estar em atividade conforme a decisão judicial. A redução da oferta provocou longas filas em pontos de ônibus e terminais, além de atrasos para trabalhadores e estudantes.


Com a dificuldade para encontrar transporte público, muitos passageiros recorreram a aplicativos de transporte, apesar do aumento nos preços das corridas registrado durante o período de paralisação. Nas redes sociais, usuários relataram horas de espera e dificuldades para chegar aos seus compromissos.


Justiça endurece exigências


A ampliação do percentual mínimo da frota foi determinada na noite de terça-feira (30) pelo presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, após solicitação da Prefeitura do Rio. O entendimento da Corte foi de que a circulação de apenas metade dos ônibus, prevista anteriormente, não seria suficiente para atender a população em um serviço considerado essencial.


A nova decisão estabelece multa diária de R$ 100 mil ao Sindicato dos Rodoviários caso a determinação continue sendo descumprida.


Troca de acusações


O Rio Ônibus atribuiu a dificuldade de cumprir a decisão à ausência de informações sobre as escalas dos profissionais que deveriam permanecer em atividade durante a greve. Segundo a entidade, não houve comunicação adequada aos motoristas para garantir a operação mínima exigida pela Justiça.


Já o Sindicato dos Rodoviários criticou a mudança no percentual da frota. O presidente da entidade, Sebastião José, afirmou que a categoria foi surpreendida pela nova determinação e acusou os empresários do setor de não apresentarem propostas que atendam às reivindicações dos trabalhadores.


Apesar das críticas, o dirigente sindical declarou que a decisão judicial será respeitada pela categoria.


Negociações continuam


Na tentativa de buscar uma solução para o impasse, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) agendou uma nova audiência de conciliação para esta quarta-feira, no Centro do Rio. Ainda durante a tarde, os rodoviários devem se reunir em assembleia para avaliar os próximos passos do movimento.


Reivindicações da categoria


A paralisação foi aprovada pelos trabalhadores no último domingo. Entre as principais demandas estão a criação de um piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de veículos articulados, além de reajuste no vale-alimentação e adoção da escala de trabalho 5x2.


Antes da intervenção do TST, o TRT-1 havia considerado a greve legal e determinado a circulação mínima de 50% da frota em cada linha, com previsão de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Entretanto, diante dos impactos registrados no sistema de transporte, a exigência foi posteriormente ampliada para 80% dos veículos em operação.



 
 
 

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