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Grupo sobrevive 36 horas sobre fuselagem de avião cercado por jacarés na Bolívia

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 3 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Por pouco não se transformou em tragédia a queda de um avião de pequeno porte na floresta amazônica boliviana, na última quarta-feira (30). Cinco pessoas — três mulheres, uma criança e o piloto — viveram momentos de puro terror após o acidente, que os deixou isolados por cerca de 36 horas sobre a fuselagem da aeronave, virada dentro de um pântano infestado de jacarés e até uma sucuri.


O resgate aconteceu somente na sexta-feira (2), quando pescadores da região de Beni, no nordeste do país, encontraram o grupo em cima da aeronave tombada, em meio à vegetação alagada. Apesar do cenário assustador, todos estavam vivos — e, segundo o Centro de Operações de Emergência da região, “em excelentes condições”.


O avião havia decolado da cidade de Baures rumo a Trinidad, a cerca de 180 quilômetros, mas perdeu contato logo após a partida. Desde então, os ocupantes eram considerados desaparecidos. O piloto, Andrés Velarde, de apenas 29 anos, conseguiu evitar o pior ao realizar um pouso de emergência em uma planície pantanosa. “Fiz o que pude para não bater nas montanhas. Tivemos sorte de estar vivos”, contou, já internado.


A sorte, no entanto, teve que ser sustentada pela resistência. Durante um dia e meio, os sobreviventes não conseguiram sair da fuselagem. “Havia jacarés se aproximando, a três metros de distância. Estávamos cercados. Também vimos uma sucuri”, relatou o piloto. Sem água potável, enfrentando calor e exaustos, o grupo se alimentou apenas com farinha de mandioca levada por uma das passageiras. “Não dormimos nem por um minuto”, disse.


O caso lança luz sobre a dura realidade da aviação regional em áreas isoladas da Bolívia. Em Beni, as estradas são precárias e a densa vegetação impõe desafios ao transporte terrestre, tornando os voos em pequenos aviões uma necessidade. Muitas dessas aeronaves, no entanto, operam em condições limitadas de infraestrutura e fiscalização, o que aumenta os riscos.


As causas do acidente ainda estão sendo investigadas. Mas, para os cinco sobreviventes, o mais importante agora é estar vivos. E contar uma história que, por pouco, não teve um final trágico.


 
 
 

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