Guatemala entra em estado de emergência após ofensiva de gangues e mortes de policiais
- Marcus Modesto
- 19 de jan.
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O governo da Guatemala decretou, neste domingo (19), estado de emergência em todo o território nacional pelo prazo de 30 dias. A decisão foi anunciada pelo presidente Bernardo Arévalo de León diante do agravamento da violência ligada a gangues criminosas, que nos últimos dias promoveram rebeliões em presídios e executaram oito policiais em ações articuladas.
Em discurso oficial, Arévalo afirmou que a medida busca reforçar a segurança pública e preservar a integridade da população. Com o decreto, as forças de segurança passam a contar com poderes ampliados, incluindo a autorização para realizar detenções sem ordem judicial durante o período de vigência.
O presidente informou que as autoridades conseguiram retomar o controle de três unidades prisionais estratégicas: a penitenciária de segurança máxima Renovación 1, o Centro de Detenção Preventiva da Zona 18 e o presídio Fraijanes II, situados nas regiões central e sul do país. Os motins ocorreram no sábado (18), quando membros de gangues fizeram dezenas de agentes penitenciários reféns.
De acordo com Arévalo, todos os servidores das unidades foram libertados sem ferimentos e as operações não registraram mortes. A ação contou com a atuação conjunta do Ministério do Interior e do Ministério da Defesa Nacional. O governo não informou quantas pessoas foram liberadas durante a intervenção.
Como reação à retomada dos presídios, os grupos criminosos intensificaram os ataques contra as forças de segurança, resultando na morte de oito policiais em diferentes áreas da capital, Cidade da Guatemala.
“O Estado não negocia com criminosos e não aceita práticas terroristas”, declarou o presidente. Ele destacou ainda que o estado de emergência não deve alterar a rotina da população nem restringir a circulação, exceto pela suspensão das aulas nesta segunda-feira (20) em escolas públicas e privadas de todo o país.




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