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Haddad prevê crescimento do PIB no início do ano e anuncia saída do Ministério da Fazenda

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a economia brasileira pode registrar crescimento entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre deste ano. A estimativa foi apresentada durante entrevista concedida ao programa 20 Minutos, do Opera Mundi, na noite de sexta-feira (13).


Segundo o ministro, as medidas adotadas pelo governo para estimular o crédito e sustentar o consumo têm contribuído para manter a atividade econômica aquecida.


“A economia brasileira é capaz de crescer entre 0,8% e 1% nesse primeiro trimestre. Os mecanismos de mudanças no crédito e as iniciativas para manter a demanda efetiva estão ajudando a sustentar esse desempenho”, afirmou.


Crescimento depende da taxa de juros


Durante a entrevista, Haddad evitou apresentar uma previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto ao longo de todo o ano. De acordo com ele, qualquer projeção mais ampla depende do comportamento da taxa básica de juros.


O ministro ressaltou que o governo realizou ajustes nas contas públicas e destacou a importância das reformas estruturais para estimular a economia.


Entre os pontos citados está a Reforma Tributária do Brasil de 2023, que deve começar a produzir efeitos mais amplos a partir do próximo ano.


“Fizemos um trabalho importante de saneamento das contas. As reformas aprovadas e a reforma tributária que entra em vigor no próximo ano devem impulsionar ainda mais o PIB”, disse.


Defesa do arcabouço fiscal


Haddad também voltou a defender o Arcabouço Fiscal do Brasil, afirmando que o modelo busca equilibrar responsabilidade fiscal e crescimento econômico.


Segundo ele, parte das medidas dependia de negociações complexas com o Congresso Nacional do Brasil, principalmente no que diz respeito à recomposição da base tributária e à revisão de benefícios fiscais.


O ministro destacou que a redução de privilégios e a revisão de desonerações exigem longas negociações políticas.


Saída do ministério


Durante a conversa, Haddad confirmou que pretende deixar o comando do Ministério da Fazenda do Brasil na próxima semana. Ele afirmou que avalia disputar as próximas eleições, embora ainda não tenha definido qual cargo pretende concorrer.


Inicialmente, a ideia era colaborar com a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o cenário político mudou, segundo o próprio ministro.


“Queria estar mais livre para pensar em um plano de desenvolvimento para o país fora do ministério. Mas, nos últimos meses, o cenário ficou mais complexo. O céu está menos azul do que eu imaginava no final do ano passado”, declarou.


A saída de Haddad ocorre em um momento de debates sobre os rumos da economia brasileira e sobre as estratégias políticas para as próximas eleições nacionais.



 
 
 

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