Irã anuncia suposto abate de caça F-35 e amplia tensão com EUA e Israel
- Marcus Modesto
- 3 de abr.
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O governo do Irã afirmou nesta sexta-feira (3) que conseguiu derrubar um caça modelo F-35 Lightning II dentro de seu espaço aéreo, em meio ao agravamento das tensões militares com os Estados Unidos e Israel. A informação foi divulgada pela Guarda Revolucionária Islâmica, que atribui a ação ao uso de um novo sistema de defesa aérea.
De acordo com o comunicado oficial, a aeronave teria sido totalmente destruída durante a interceptação, o que impediria qualquer confirmação sobre o paradeiro do piloto. A própria Guarda Revolucionária admite que as chances de sobrevivência seriam mínimas diante do nível de dano causado.
Apesar da repercussão, a versão iraniana não foi confirmada por fontes independentes. O Comando Central dos Estados Unidos nega categoricamente qualquer perda de aeronave em operações recentes na região. Segundo os militares americanos, não houve registro de abatimento envolvendo caças dos EUA em território iraniano.
Essa não é a primeira alegação desse tipo. Na véspera, já havia circulado a informação de um possível ataque contra uma aeronave próxima à ilha de Qeshm, o que também foi desmentido pelas autoridades americanas.
O F-35 Lightning II, desenvolvido pela Lockheed Martin, é considerado um dos aviões de combate mais avançados do mundo, projetado com tecnologia furtiva e sistemas de última geração. Até hoje, não há confirmação oficial de que esse modelo tenha sido abatido em combate real, o que reforça a desconfiança em torno da declaração iraniana.
Autoridades iranianas insistem que este seria o segundo episódio semelhante no atual cenário de confronto. Em situações anteriores, no entanto, não houve comprovação. Em um caso recente, os Estados Unidos informaram que um caça realizou pouso de emergência após missão na região, negando qualquer abate e confirmando que o piloto estava em segurança.
As declarações surgem em um momento de forte escalada militar. Desde o fim de fevereiro, forças dos Estados Unidos e de Israel intensificaram operações contra o Irã, elevando o risco de confronto direto.
Diante de versões conflitantes, especialistas apontam que episódios como esse só podem ser confirmados com evidências concretas, como imagens, dados de radar ou verificações independentes — elementos que, até agora, não vieram a público.




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