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Lewandowski consegue visto dos EUA após suspensão; Padilha segue barrado

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
16 de set. de 2025
2 min de leitura

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, conseguiu reverter a suspensão do visto norte-americano e estará na comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, na próxima semana. A autorização saiu após semanas de impasse, já que o documento havia sido revogado em agosto, quando os Estados Unidos ampliaram sanções contra autoridades brasileiras durante o governo de Donald Trump.


Antecedentes das sanções


As restrições atingiram, inicialmente, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — com exceção de André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Depois, integrantes do Executivo também tiveram vistos suspensos. À época, Lula reagiu ironizando a medida e afirmou que Lewandowski deveria se orgulhar de ser alvo das sanções.


Lula abre a Assembleia da ONU


Lewandowski embarca no próximo domingo (21), acompanhando Lula, que, por tradição, será o primeiro chefe de Estado a discursar na abertura da Assembleia-Geral, marcada para terça-feira (23). O tratado firmado em 1947 entre os EUA e a ONU obriga Washington a conceder vistos às delegações estrangeiras em compromissos oficiais, de forma gratuita e célere. No entanto, a prática recente do governo norte-americano tem sido retardar liberações, o que compromete a presença completa de comitivas.


Padilha continua sem autorização


Nem todos os ministros brasileiros tiveram a mesma sorte. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, segue sem visto desde 2024 e viu até sua família incluída na lista de sanções no mês passado. Em tom irônico, afirmou: “Eu não tenho intenção nenhuma de ir para a Disney”.


Outros ministros já estão liberados: o titular da Fazenda, Fernando Haddad, teve o visto concedido na semana passada, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também está autorizada a viajar.


Pressões e novas sanções


O governo Trump tem sinalizado que deve endurecer medidas contra o Brasil. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou à Fox News que novas sanções serão anunciadas em resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF.


Analistas apontam que os EUA vêm aplicando a chamada “operação tartaruga”, liberando vistos em cima da hora para fragilizar delegações estrangeiras e limitar a participação de técnicos e assessores em reuniões estratégicas.



 
 
 

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