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Lua de Morango ilumina o céu de junho e carrega tradições ancestrais

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 11 de jun.
  • 2 min de leitura

Na madrugada desta quarta-feira (11), um dos fenômenos celestes mais aguardados do ano atingiu seu auge: a Lua de Morango, nome poético dado à primeira lua cheia do mês de junho. Apesar da expectativa criada pelo título, o satélite natural não ganha uma coloração avermelhada permanente — mas pode, em determinadas condições, exibir tons dourados, alaranjados ou rosados, especialmente quando está próxima do horizonte.


O fenômeno, visível a olho nu, não requer nenhum tipo de equipamento astronômico para ser apreciado. No Brasil, a Lua de Morango pôde ser observada desde a noite de terça-feira (10), com seu pico exato às 4h46 da madrugada desta quarta.


Origem do nome


O termo “Lua de Morango” vem das tradições dos nativos algonquinos, povo indígena da América do Norte, que associava essa fase lunar ao período de colheita dos morangos silvestres. O nome foi incorporado ao vocabulário popular após ser difundido no século XX pelo The Old Farmer’s Almanac, uma tradicional publicação norte-americana voltada à agricultura e aos ciclos da natureza.


Além da coloração: o simbolismo


Embora o nome sugira um espetáculo cromático, a verdadeira beleza da Lua de Morango está na carga simbólica que carrega. Povos de diversas regiões do mundo utilizavam (e ainda utilizam) o ciclo lunar como referência para plantio, colheita e até celebrações espirituais.


Na Europa, por exemplo, essa lua cheia de junho é conhecida como Lua da Rosa ou Lua Quente, indicando o início do verão e das festas sazonais. Em várias tradições pagãs e agrícolas, o evento é comemorado com rituais de fertilidade, colheita e renovação.


Um convite à contemplação


Mais do que um evento astronômico, a Lua de Morango é um lembrete visual da ligação ancestral entre o céu e a terra, entre os ciclos da natureza e as práticas humanas. Em tempos de tanta conexão digital e pouca observação do mundo natural, olhar para o céu e reconhecer seus sinais é, também, um gesto de reconexão com a essência do tempo — aquele que não se mede em relógios, mas em fases.


Para quem perdeu a observação desta madrugada, ainda é possível apreciar a lua cheia nos próximos dias, com menor intensidade, mas ainda com grande beleza. Basta um céu limpo e um pouco de atenção: a Lua de Morango segue no alto, como sempre esteve — desde antes da linguagem, antes dos calendários, antes de nós.


Foto Marcus Modesto

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