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Luiz Furlani abandona a segurança em Barra Mansa enquanto violência coloca cidade no topo do ranking

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 14 de ago.
  • 3 min de leitura

Marcus Modesto


BARRA MANSA — Barra Mansa enfrenta uma realidade que contrasta violentamente com o discurso político publicado diariamente nas redes sociais do prefeito Luiz Furlani. Enquanto a população convive com o medo e cobra respostas para o avanço da criminalidade, uma estrutura criada justamente para ampliar a presença das forças de segurança permanece abandonada.


A situação da base do Segurança Presente é emblemática. O equipamento, que deveria representar policiamento, prevenção e proximidade com a população, aparece fechado e sem funcionamento regular. Em uma cidade que enfrenta graves problemas de segurança, a imagem de uma base inoperante não poderia ser mais simbólica.


E a pergunta que fica é simples: é assim que Barra Mansa pretende enfrentar a violência?


Barra Mansa é apontada como a cidade mais violenta do Sul Fluminense e a segunda mais violenta do interior do Estado do Rio de Janeiro, segundo os indicadores utilizados para medir a violência na região. Diante de números tão preocupantes, seria razoável esperar uma política municipal de segurança claramente definida, com metas, ações permanentes, integração com as forças estaduais e cobrança pública por mais efetivo.


Mas onde está esse plano?


Qual é o projeto do governo Luiz Furlani para enfrentar a violência em Barra Mansa?


Até agora, o que chega à população são anúncios, reuniões, declarações e publicações nas redes sociais. O problema é que postagem não patrulha rua, não impede assalto, não protege comerciante e não devolve a sensação de segurança ao morador.


É evidente que a segurança pública ostensiva é atribuição constitucional do Estado, por meio da Polícia Militar. Isso, entretanto, não livra a Prefeitura de sua responsabilidade política. Um governo municipal pode — e deve — articular ações, cobrar reforço policial, investir em prevenção, iluminação, videomonitoramento, ordenamento urbano e políticas para áreas vulneráveis.


O que não pode acontecer é a prefeitura assistir à deterioração da segurança como se o problema não tivesse relação com a administração municipal.


Uma base fechada em uma cidade que precisa de presença


A situação do Segurança Presente deveria provocar uma reação imediata do prefeito.


Se o programa não está funcionando adequadamente, por que a Prefeitura não cobra publicamente uma solução?


Se existe uma estrutura instalada, por que ela permanece fechada?


Se Barra Mansa está entre os municípios mais violentos do interior fluminense, qual é a estratégia da administração para mudar esse cenário?


São perguntas que não podem ser respondidas com novas fotografias em reuniões ou vídeos nas redes sociais.


A população precisa conhecer números, metas, cronograma e ações concretas. Precisa saber quanto o município investe em prevenção, quais áreas são consideradas prioritárias, como funciona a integração com a Polícia Militar e quais cobranças estão sendo feitas ao Governo do Estado.


A propaganda não pode substituir a política pública


O problema não é o prefeito utilizar as redes sociais para divulgar seu trabalho. O problema surge quando a comunicação passa a ocupar o espaço que deveria ser preenchido por resultados.


Barra Mansa não precisa de uma administração que apenas anuncie que está cobrando segurança. Precisa de uma administração capaz de mostrar o que foi conquistado depois da cobrança.


Enquanto isso, a base do Segurança Presente continua fechada e a população continua convivendo com a insegurança.


Para uma cidade que aparece como a mais violenta do Sul Fluminense e a segunda mais violenta do interior do estado, tratar segurança pública como mais um assunto de rede social é pouco.


Muito pouco.


Luiz Furlani precisa apresentar à população o plano de segurança de seu governo — se ele existe.


Porque Barra Mansa já não pode continuar vivendo entre promessas, anúncios e portas fechadas. A violência é real. O medo é real. E a cobrança da população também.

Foto Tadeu Barros

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