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Lula defende corrida brasileira pelas terras raras e quer industrialização no país

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 18 de mai.
  • 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (18), durante visita ao acelerador de partículas Sirius, em Campinas (SP), que o Brasil precisa acelerar o mapeamento e a exploração de terras raras e minerais críticos. Segundo ele, o país ainda conhece apenas parte do potencial mineral existente em seu território e precisa investir em ciência e tecnologia para avançar no setor estratégico.


Durante o discurso, Lula destacou que o Brasil possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo, mas ainda enfrenta dificuldades no processamento industrial desses minerais, atividade atualmente dominada pela China. Os materiais são considerados fundamentais para a produção de baterias, semicondutores, smartphones, turbinas de energia e equipamentos utilizados pela indústria militar e tecnológica.


Ao comentar a disputa comercial entre Estados Unidos e China, o presidente mencionou os líderes Donald Trump e Xi Jinping, sugerindo que o Brasil pode atuar como parceiro estratégico das duas potências no setor mineral.


“Estamos na era das terras raras e dos minerais críticos. O Brasil só conhece cerca de 30% do que possui em seu território e precisamos avançar rapidamente nesse levantamento”, declarou.


Lula também defendeu o uso da ciência para acelerar a identificação das reservas minerais brasileiras e citou o papel do Sirius nesse processo. Segundo ele, depender apenas de pesquisas tradicionais de campo pode atrasar o desenvolvimento do setor.


O presidente reforçou ainda que o Brasil pretende manter soberania sobre seus recursos naturais em possíveis acordos internacionais.


“Pode vir chinês, americano, alemão, japonês ou francês. O importante é compreender que o Brasil não abre mão da sua soberania. As terras raras pertencem ao povo brasileiro e queremos explorar isso aqui dentro”, afirmou.


Durante o evento, Lula também defendeu que o país avance na industrialização dos minerais críticos, evitando repetir o modelo histórico baseado apenas na exportação de matéria-prima sem agregação de valor. A proposta do governo é ampliar o processamento industrial em território nacional, fortalecendo a cadeia tecnológica e a geração de empregos.


Na cerimônia, o presidente também comentou sobre formação profissional e criticou a lógica de mercado que, segundo ele, influencia a escolha de carreiras universitárias, especialmente na medicina, onde muitos estudantes priorizariam ganhos financeiros em vez da atuação no Sistema Único de Saúde (SUS).



 
 
 

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