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Lula diz ter alertado Lulinha após citação na CPMI do INSS e descarta proteção familiar

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 5 de fev.
  • 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que chamou o filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para uma conversa direta no Palácio do Planalto depois que o nome dele passou a circular nos debates da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A declaração foi feita em entrevista ao portal UOL nesta quinta-feira (5).


Segundo o presidente, o objetivo do encontro foi deixar claro que qualquer suspeita deve ser enfrentada com responsabilidade individual, sem interferência política ou familiar. Lula disse que foi direto ao orientar o filho a responder às acusações, caso existam, ou a se defender publicamente se não houver irregularidades.


“Quando saiu o nome do meu filho, chamei ele e disse: só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço. Se não tiver, se defenda”, afirmou.


O nome de Lulinha surgiu nas discussões da CPMI após reportagens apontarem que ele teria recebido recursos de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, personagem citado em investigações sobre um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões. Com base nessas informações, parlamentares da oposição pressionaram pela convocação de Fábio Luís para prestar depoimento.


Em dezembro, porém, a CPMI rejeitou o pedido de convocação por 19 votos a 12. Apesar das citações durante os trabalhos da comissão, Lulinha não é investigado formalmente no inquérito que apura as fraudes no INSS. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), chegou a afirmar que ele teria atuado como uma espécie de lobista em favor de Antunes, mas a declaração não resultou na abertura de investigação.


Durante a entrevista, Lula reforçou que não admite privilégios e que a condição de presidente não impede que familiares respondam por eventuais atos. Ele também destacou que, até o momento, não existem provas que liguem o filho ao esquema investigado.


A CPMI do INSS apura irregularidades em cobranças feitas diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas, prática que causou prejuízos a milhares de segurados e intensificou o debate político em Brasília.



 
 
 

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