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Lula e Petro defendem diálogo e repudiam uso da força na Venezuela

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 9 de jan.
  • 1 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve, na tarde desta quinta-feira (8), uma conversa telefônica com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, para tratar do agravamento da situação na Venezuela. No diálogo, os dois chefes de Estado demonstraram preocupação com ações militares contra o país vizinho e reforçaram que esse tipo de iniciativa afronta o direito internacional, a Carta das Nações Unidas e a soberania venezuelana.


Segundo Lula e Petro, o uso da força cria um precedente perigoso, capaz de comprometer a paz e a segurança na América do Sul, além de fragilizar a ordem internacional. Ambos defenderam que a crise venezuelana seja enfrentada apenas por caminhos pacíficos, com base no diálogo, na negociação política e no respeito à vontade popular.


Em nota oficial, o governo brasileiro destacou que os presidentes manifestaram “grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano”, ressaltando as violações às normas internacionais. Durante a conversa, também foi bem recebida a informação divulgada pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela sobre a libertação de presos venezuelanos e estrangeiros.


Lula informou ainda que o Brasil enviará 40 toneladas de insumos e medicamentos à Venezuela, atendendo a um pedido do governo local. O material faz parte de um total de 300 toneladas arrecadadas para recompor estoques, especialmente de produtos e soluções para diálise, afetados por bombardeios ocorridos no último dia 3.


Ao final da conversa, Brasil e Colômbia reafirmaram o compromisso conjunto com a paz e a estabilidade na Venezuela, país com o qual mantêm longas fronteiras e de onde saíram, nos últimos anos, significativos fluxos migratórios acolhidos pelas duas nações.



 
 
 

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