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Lula envia ao Senado indicação de Jorge Messias ao STF após meses de impasse político

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu encaminhar nesta terça-feira (31) ao Senado Federal a indicação do ministro Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A confirmação veio do Palácio do Planalto, encerrando um atraso de quatro meses desde o anúncio oficial.


Messias havia sido escolhido em novembro para ocupar a vaga aberta com a saída antecipada de Luís Roberto Barroso, mas o envio da mensagem presidencial acabou travado por divergências políticas no Senado.


Resistência no Senado travou indicação


Nos bastidores, o nome de Messias enfrentou resistência, especialmente do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Parte da cúpula do Senado defendia a indicação de Rodrigo Pacheco para o Supremo, o que gerou um impasse direto com o Planalto.


Para evitar desgaste político ou uma eventual derrota, o governo optou por segurar formalmente a indicação, esfriando a tramitação e ampliando a tensão entre Executivo e Legislativo.


Tramitação ainda sem data definida


Com o envio oficial, o processo segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde Messias será sabatinado. Ainda não há definição sobre quando isso ocorrerá.


Interlocutores do Senado admitem que a análise pode ficar para depois das eleições, enquanto aliados do governo trabalham para acelerar o calendário e destravar o processo.


Planalto tenta recompor base


Nos últimos dias, Lula intensificou conversas com ministros e parlamentares, especialmente do MDB, em busca de reduzir tensões com Alcolumbre e garantir condições políticas para a aprovação.


A avaliação dentro do governo é de que a vaga aberta no STF não pode permanecer indefinida diante de investigações relevantes em andamento na Corte.


Aprovação depende de articulação política


Aliados de Messias consideram que o nome tem viabilidade, apesar de resistências pontuais. A estratégia do Planalto é diminuir ruídos e construir maioria no Senado para aprovar a indicação sem sobressaltos.


Entre os fatores que podem influenciar o cenário está a possível candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo de Minas Gerais, o que poderia aliviar disputas internas no Senado. Ainda assim, aliados de Alcolumbre mantêm cautela e não garantem uma tramitação rápida, citando insatisfações relacionadas a investigações que atingem parlamentares em curso no país.



 
 
 

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