Lula promove mudanças no Planalto para reforçar estrutura de comunicação da campanha
- Marcus Modesto
- 6 de jul.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou uma reestruturação na equipe do Palácio do Planalto com foco na preparação da disputa eleitoral deste ano. As alterações atingem principalmente setores ligados à comunicação e envolvem auxiliares de confiança do chefe do Executivo.
A principal mudança ocorre com a saída de Ricardo Stuckert da Secretaria de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Presidência da República. Conhecido por acompanhar Lula há mais de duas décadas, ele deixará a função no governo para assumir um papel estratégico na comunicação digital da campanha à reeleição.
Responsável por registrar momentos marcantes da trajetória política do presidente e dos governos petistas, Stuckert passará a atuar na coordenação das redes sociais da candidatura. O trabalho será realizado em conjunto com Nicole Briones, que já atua na área digital do Partido dos Trabalhadores.
A reorganização também alcança a Secretaria de Imprensa da Secretaria de Comunicação Social (Secom). Três integrantes da equipe serão desligados de suas funções no governo para atuar exclusivamente na estrutura eleitoral. Deixarão os cargos Raquel Sepúlveda, Gustavo Couto e Gilberto Santos, que passarão a integrar o núcleo responsável pela relação da campanha com os veículos de imprensa.
A movimentação marca o início da separação entre as atividades institucionais do governo e as ações ligadas à disputa eleitoral, em conformidade com as regras estabelecidas pela legislação brasileira.
As mudanças ocorrem paralelamente a uma alteração no ritmo da agenda presidencial. Nas últimas semanas, Lula intensificou compromissos públicos em diferentes regiões do país, participando de inaugurações, anúncios de investimentos e entregas de obras. A estratégia antecedeu o período de restrições previsto para o calendário eleitoral.
Com o início do chamado defeso eleitoral, passaram a valer limitações para a divulgação institucional de ações governamentais e para a realização de eventos destinados à promoção de programas públicos. Diante desse cenário, a tendência é que o presidente concentre parte de sua agenda em reuniões políticas e na organização da campanha.
Embora a estrutura eleitoral esteja sendo montada, a propaganda oficial dos candidatos somente poderá começar na data prevista pela Justiça Eleitoral. Até lá, a equipe trabalha na preparação da estratégia que dará suporte à tentativa de Lula de buscar um novo mandato à frente do Palácio do Planalto.




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