top of page
Buscar

Lula transforma caso Banco Master em munição eleitoral e mira Bolsonaro, INSS e Trump

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
12 de set.
3 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom do discurso eleitoral nesta sexta-feira (11), em Porto Alegre, ao utilizar a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master, como argumento contra adversários políticos. Durante o comício, o petista também associou o escândalo dos descontos indevidos em benefícios do INSS ao governo Jair Bolsonaro (PL) e voltou a confrontar Donald Trump.


Ao abordar a investigação envolvendo o Banco Master, Lula procurou estabelecer uma divisão entre a trajetória de Vorcaro no sistema financeiro e os períodos de governo. Segundo o presidente, o banqueiro teria ganhado espaço durante a gestão Bolsonaro e acabou preso durante seu atual mandato.


“Eles criaram um banqueiro chamado Vorcaro em 2019. Na época deles, o bandido virou banqueiro. No meu mandato, ele virou prisioneiro”, afirmou Lula, ao classificar o episódio como um dos maiores golpes da história do país.


A fala ocorre em um momento de forte repercussão das investigações sobre o Banco Master, que também provocaram uma crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), ministros da Corte e integrantes da Polícia Federal. O caso passou a ocupar espaço crescente no debate político justamente no momento em que a campanha presidencial entra em sua reta decisiva.


INSS também vira alvo da disputa eleitoral


Lula aproveitou o mesmo palanque para rebater as críticas relacionadas ao esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS.


O presidente afirmou que a Controladoria-Geral da União (CGU) investigou o caso durante dois anos e sustentou que as irregularidades tiveram origem em estruturas criadas durante o governo Bolsonaro. Lula também declarou que defendia a abertura de uma CPI para apurar o episódio.


“Eles enriqueceram no governo Bolsonaro e estão presos no meu governo”, disse o presidente.


A estratégia adotada por Lula é apresentar as investigações como resultado de mecanismos de fiscalização e ações de combate à corrupção realizados durante sua administração, enquanto atribui a origem dos problemas ao governo anterior.


Trump entra novamente no discurso de Lula


Donald Trump foi outro personagem central da fala do presidente. Lula acusou o republicano de tentar influenciar processos eleitorais na América Latina e afirmou que já havia feito um alerta diretamente ao presidente americano.


“Não se meta na eleição brasileira, porque se se meter, vai perder”, declarou.


Lula disse ainda que pretende tratar novamente do assunto com Trump durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, marcada para o dia 23 de setembro.


Em tom pessoal, o presidente fez referência à mãe, dona Lindu, ao afirmar que respeita o resultado das eleições de outros países, mas espera reciprocidade em relação ao processo eleitoral brasileiro.


Disputa com Flávio Bolsonaro se acirra


O endurecimento do discurso ocorre em meio à aproximação entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais.


Levantamento Datafolha divulgado nesta sexta-feira aponta Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 35% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, o cenário fica ainda mais apertado: Lula aparece com 46%, enquanto Flávio registra 44%, resultado considerado empate técnico dentro da margem de erro.


Com a diferença reduzida nas pesquisas, Lula passou a explorar no palanque temas capazes de atingir diretamente a oposição, enquanto tenta vincular as investigações do Banco Master e do INSS a fatos ocorridos durante administrações anteriores. O movimento mostra que os casos deixaram de ser apenas questões policiais e administrativas e passaram a ocupar um espaço cada vez maior na disputa política de 2026.



 
 
 

Comentários


bottom of page