Mais caro no bolso: governo eleva imposto sobre cigarros para reforçar arrecadação
- Marcus Modesto
- 7 de abr.
- 2 min de leitura
O governo federal decidiu apertar ainda mais o cerco sobre os cigarros. Nesta segunda-feira (6), foi anunciado um novo aumento no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aplicado ao produto, numa tentativa de compensar perdas de arrecadação provocadas pela redução de tributos sobre combustíveis.
A medida, confirmada pelo Ministério da Fazenda, faz parte de um ajuste nas contas públicas em meio a esforços para conter os efeitos das oscilações internacionais no mercado de energia. Entre as ações recentes estão iniciativas para reduzir o custo do querosene de aviação e do biodiesel, itens diretamente impactados por fatores externos.
Cigarro mais caro nas prateleiras
Com a mudança, o imposto por maço (ou box com 20 unidades) sobe de R$ 2,25 para R$ 3,50. Já o preço mínimo do produto passa de R$ 6,50 para R$ 7,50. A expectativa da equipe econômica é gerar cerca de R$ 1,2 bilhão extra ainda este ano.
Além da arrecadação, o governo também sustenta que a medida segue uma lógica de saúde pública, já que o aumento de preços tende a desestimular o consumo de tabaco.
Reajustes sucessivos e resultados abaixo do esperado
O aumento não é isolado. Em 2024, o imposto já havia sido elevado, passando de R$ 1,50 para R$ 2,25, enquanto o preço mínimo subiu de R$ 5 para R$ 6,50. Mesmo assim, a avaliação interna indicou que os resultados ficaram aquém do esperado, tanto na arrecadação quanto na redução do consumo.
Diante disso, o governo optou por uma nova rodada de ajustes, mirando um efeito mais consistente nas contas públicas.
Pressão internacional e combate ao tabagismo
O Brasil não promovia aumentos relevantes na tributação do tabaco desde 2016. Como signatário de acordos internacionais de saúde, o país segue diretrizes que recomendam a elevação de preços como forma de reduzir o número de fumantes.
A estratégia é clara: usar o peso dos impostos como ferramenta para frear o consumo e, ao mesmo tempo, reforçar o caixa do governo em um cenário de desafios fiscais.




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