Mais um corpo, mais buscas e o mesmo silêncio: insegurança vira rotina em Barra Mansa
- Marcus Modesto
- 12 de jan.
- 2 min de leitura
A manhã desta segunda-feira (12) começou com mais uma cena que, infelizmente, já não choca como deveria em Barra Mansa: policiais civis e equipes do Corpo de Bombeiros voltaram a uma área de mata no bairro Siderlândia em busca de um corpo. Desta vez, o alvo das buscas é o jovem João Gabriel Albano Guimarães, de 21 anos, desaparecido desde a noite de Réveillon.
A operação ocorre na região conhecida como Bambuzal, um local que, em poucos dias, se transformou em símbolo do colapso da segurança pública no município. Na última semana, dois corpos foram encontrados na mesma área: Marco Antônio de Souza, de 42 anos, desaparecido desde 20 de dezembro, e Ana Clara de Carvalho Moreira, de 25 anos, vista pela última vez no dia 28.
Três desaparecimentos, dois corpos localizados, outro ainda sendo procurado. O roteiro se repete, enquanto respostas não aparecem. Até agora, a Polícia Civil investiga os casos, mas não há informações oficiais sobre as causas das mortes, o que aumenta a apreensão da população e a sensação de abandono.
O que preocupa não é apenas a sequência de ocorrências, mas a normalização do horror. Áreas conhecidas por matagal, pouca iluminação e ausência do poder público seguem sem qualquer tipo de ação preventiva. Falta policiamento, falta inteligência, falta presença do Estado.
Enquanto isso, a pergunta ecoa nas ruas e nas redes sociais: onde está o prefeito? Em meio a vídeos bem produzidos, danças para redes sociais e discursos otimistas, a realidade da cidade grita por atenção. Barra Mansa vive uma escalada de violência que não cabe em filtros nem em postagens ensaiadas.
A cidade não precisa de prefeito “TikTok”. Precisa de gestão, ação concreta, políticas públicas de segurança e respostas claras para a população. Porque quando a busca por corpos vira rotina, o problema deixou de ser pontual e passou a ser estrutural.
Até quando Barra Mansa vai continuar enterrando seus problemas junto com seus mortos?
Foto Reprodução




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