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Malafaia ataca STF e compara PF à Gestapo após ter celular apreendido

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 22 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

O pastor Silas Malafaia transformou o púlpito em palanque político. Um dia após ter o celular apreendido pela Polícia Federal, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, ele usou o culto da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, para disparar ataques contra o Supremo Tribunal Federal e contra a própria PF.


Comparar uma decisão judicial à atuação da Gestapo, a polícia política da Alemanha nazista, não é apenas uma retórica inflamada: é uma ofensa à memória histórica e uma tentativa de distorcer o debate público. O gesto revela a estratégia de Malafaia — posar de perseguido para reforçar sua liderança diante dos fiéis e manter acesa a narrativa de vitimização que há anos abastece o bolsonarismo.


No culto, apoiadores exibiram faixas e mensagens de solidariedade, transformando a investigação em espetáculo de resistência religiosa. Mas os fatos são mais duros: segundo a PF, Malafaia é suspeito de atuar em articulações para coagir ministros do Judiciário e tentar impedir decisões contrárias aos interesses de seu grupo político. Não se trata, portanto, de perseguição à fé, mas de apuração sobre possíveis crimes contra a democracia.


O discurso inflamado também expõe uma contradição. Ao mesmo tempo em que afirma ter “independência” em relação a Jair Bolsonaro, Malafaia usa seu espaço religioso para defender o ex-presidente e atacar aqueles que investigam o núcleo bolsonarista. A fronteira entre religião e política se desfaz em nome de um projeto de poder.


Enquanto o pastor prega perseguição, o que se vê é a tentativa de desacreditar instituições democráticas e de blindar lideranças políticas sob o manto da fé. Mais do que um embate pessoal entre Malafaia e Moraes, o episódio revela o quanto parte da cúpula evangélica se coloca, cada vez mais, como linha de frente na guerra contra o Estado de Direito.


 
 
 

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