Mercado Financeiro Reduz Previsão da Inflação para 2026 pela Quarta Semana Seguida
- Marcus Modesto
- há 1 dia
- 2 min de leitura
As expectativas do mercado financeiro para a inflação brasileira em 2026 voltaram a apresentar queda. De acordo com os dados mais recentes do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou para 5,12%, mantendo uma sequência de quatro semanas consecutivas de revisões para baixo.
O levantamento mostra uma melhora gradual na percepção do mercado. Há um mês, a projeção era de 5,33%, enquanto na semana anterior estava em 5,15%. Para os anos seguintes, a expectativa também é de desaceleração da inflação, com previsão de 4,22% em 2027 e de 3,80% em 2028.
Crescimento da economia permanece estável
Em relação à atividade econômica, o mercado manteve inalterada a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,99% para 2026. As estimativas para os dois anos seguintes também não sofreram alterações, indicando expansão de 1,60% em 2027 e de 2% em 2028.
Dólar segue com expectativa de estabilidade
As projeções para o câmbio também permaneceram estáveis. O mercado estima que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20. Para 2027 e 2028, as previsões apontam para R$ 5,28 e R$ 5,30, respectivamente.
Selic deve encerrar 2026 em 14%
A expectativa para a taxa básica de juros também foi mantida. Segundo o Boletim Focus, a Selic deve fechar 2026 em 14% ao ano, permanecendo nesse patamar de projeção pela quinta semana consecutiva.
Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em junho. A expectativa do mercado é de que ocorra ao menos um corte nos juros até o fim de 2026. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 4 e 5 de agosto.
Para os anos seguintes, os analistas projetam uma trajetória gradual de redução dos juros, com Selic em 12% ao final de 2027 e 10,5% em 2028.
O conjunto dos indicadores revela um cenário de maior estabilidade nas expectativas econômicas, com inflação em desaceleração e previsões estáveis para crescimento, câmbio e juros, fatores que seguem sendo acompanhados de perto por investidores, empresários e consumidores.
,




Comentários