Mercado reduz previsão da inflação para 2026, mas índice segue acima da meta oficial
- Marcus Modesto
- 6 de jul.
- 2 min de leitura
O mercado financeiro revisou para baixo a expectativa de inflação para 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,33% para 5,30%. A queda interrompe uma sequência de 16 semanas sem redução nas estimativas.
Apesar do recuo, a previsão continua acima do centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, fixada em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
Para 2027, os analistas elevaram ligeiramente a projeção do IPCA, que passou de 4,17% para 4,18%. Já as estimativas para 2028 e 2029 permaneceram inalteradas em 3,7% e 3,5%, respectivamente.
No cenário dos juros, o mercado manteve a expectativa de que a taxa Selic encerre 2026 em 14% ao ano. Atualmente, a taxa básica está em 14,25%, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em sua última reunião. A próxima decisão sobre os juros está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.
As projeções para os anos seguintes também não sofreram alterações. A Selic é estimada em 12% para 2027, 10,5% para 2028 e 10% para 2029.
Em relação à atividade econômica, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2026 foi mantida em 1,99%. Para 2027, houve uma pequena alta na estimativa, de 1,68% para 1,69%. Já para 2028 e 2029, o mercado segue projetando expansão de 2% ao ano.
No câmbio, as expectativas permaneceram estáveis. A cotação do dólar ao final de 2026 continua projetada em R$ 5,20. Para 2027, a previsão segue em R$ 5,58, enquanto para 2028 e 2029 as estimativas foram mantidas em R$ 5,35 e R$ 5,40, respectivamente.
As projeções divulgadas semanalmente pelo Boletim Focus reúnem as expectativas de instituições financeiras e consultorias para os principais indicadores da economia brasileira, servindo como referência para o acompanhamento do cenário econômico. Informações da Agência Brasil.




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