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Mercados reagem com otimismo e dólar recua mesmo em cenário geopolítico instável

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura

Apesar do clima de incerteza provocado pelos recentes episódios envolvendo a Venezuela, com escalada de tensões políticas e militares, o mercado financeiro brasileiro encerrou a segunda-feira (5) em terreno positivo. O dia foi marcado por queda do dólar e valorização da bolsa, sinalizando um movimento de alívio entre investidores.


O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,405, registrando recuo de 0,84%. A moeda chegou a operar em alta nas primeiras horas do pregão, atingindo R$ 5,45 ainda pela manhã, mas passou a cair ao longo do dia, acompanhando a tendência observada no mercado internacional. O valor representa o menor patamar da divisa em quase um mês.


No mercado acionário, o Ibovespa, principal índice da B3, avançou 0,83% e encerrou o dia aos 161.870 pontos, alcançando o nível mais elevado desde meados de dezembro. O índice oscilou durante a manhã, mas ganhou força no período da tarde, impulsionado principalmente pelas ações do setor bancário e de grandes mineradoras.


Analistas avaliam que, após um início de pregão marcado pela cautela, prevaleceu a interpretação de que os desdobramentos da crise venezuelana podem ter efeitos indiretos positivos para a economia global. A expectativa de aumento na oferta de petróleo nos próximos meses tende a pressionar os preços dos combustíveis para baixo, especialmente nos Estados Unidos.


A redução dos custos energéticos contribui para aliviar a inflação na maior economia do mundo, o que reforça apostas de que o Federal Reserve possa iniciar cortes na taxa de juros em 2026. Esse cenário favorece a entrada de capital em mercados emergentes, como o brasileiro, fortalecendo o real e estimulando o desempenho da bolsa.


Mesmo diante de um ambiente internacional volátil, o movimento desta segunda-feira indica que fatores econômicos e expectativas sobre política monetária continuam pesando mais nas decisões dos investidores do que as incertezas geopolíticas de curto prazo.

Com informações Reuters



 
 
 

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