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Mergulhos em águas rasas são a segunda maior causa de lesões na coluna no verão

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 19 de fev. de 2025
  • 2 min de leitura

Médico do Hospital Estadual Roberto Chabo alerta para os riscos e recomenda cautela


Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas, os mergulhos em praias, rios e piscinas se tornam uma das principais atividades de lazer. No entanto, essa prática pode trazer sérios riscos quando realizada de forma imprudente. Segundo a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), os mergulhos em águas rasas representam a quarta maior causa de lesão medular no Brasil ao longo do ano, subindo para a segunda posição durante o verão, atrás apenas dos acidentes automobilísticos.


As consequências podem ser devastadoras. Lesões graves na coluna podem resultar em paralisia parcial ou total dos membros, fraturas, distúrbios neurológicos e até traumatismo craniano. Em muitos casos, os danos são irreversíveis, levando à tetraplegia ou paraplegia. A maioria das vítimas são homens entre 18 e 30 anos, muitas vezes sob efeito de álcool ou em situações de imprudência.


Foi o que aconteceu com Marcos dos Santos, de 42 anos, que mergulhou de cabeça na Praia dos Pneus, na Lagoa de Araruama, e perdeu os movimentos do pescoço para baixo. “Quero alertar as pessoas para que avaliem os riscos antes de mergulhar. Em segundos, sua vida pode mudar para sempre. Deus teve compaixão de mim e me deu uma segunda chance”, afirmou Marcos.


O diretor-técnico do Hospital Estadual Roberto Chabo (HERC), Leonam Fernandes, reforça a necessidade de cautela. “O mergulho, que deveria ser um momento de diversão, não pode se transformar em um problema para o resto da vida. Por isso, é fundamental evitar saltos em locais desconhecidos, pois são os principais causadores de lesões na coluna cervical, como a tetraplegia”, destacou.


Além do impacto físico, as lesões medulares afetam toda a estrutura familiar. Pacientes que perdem a mobilidade total precisam de cuidados permanentes, o que exige adaptações na rotina dos parentes. A dependência financeira também se torna uma preocupação, principalmente quando a vítima é o principal provedor da família.


Diante desses riscos, a recomendação dos especialistas é clara: nunca mergulhe de cabeça em locais desconhecidos e evite saltos imprudentes, especialmente sob efeito de álcool. Um momento de diversão não pode custar a independência e a qualidade de vida.


Foto Maurício Basílio


 
 
 

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