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Messias ainda busca votos no Senado em meio a tensões políticas e cenário eleitoral

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 18 horas
  • 1 min de leitura

A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal ainda enfrenta um caminho incerto no Senado. Até agora, o nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne apoio declarado de 25 senadores — número distante dos 41 votos necessários para garantir a aprovação em plenário.


Antes da etapa decisiva, Messias precisará passar pela sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que segue sem data definida. A vaga na Corte está aberta há cerca de cinco meses, aumentando a pressão para que o processo avance.


Nos bastidores, o clima político é de cautela. A possível entrada do senador Flávio Bolsonaro na disputa presidencial é vista como um fator que pode acirrar a polarização dentro do Congresso. Integrantes do governo avaliam que votações estratégicas, como a indicação ao STF, podem ganhar peso eleitoral e se transformar em palco de enfrentamento político.


Há o receio de que a oposição tente impor uma derrota simbólica ao governo, barrando a indicação. Por isso, aliados defendem que a análise seja adiada para depois do período eleitoral, quando o ambiente tende a ser menos tensionado e mais favorável à articulação política.


Outro elemento que complica o cenário é o desgaste na relação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O atrito teria se intensificado após o presidente sinalizar preferência por Messias, contrariando setores do Senado que defendiam o nome de Rodrigo Pacheco para a vaga.


Diante disso, interlocutores do governo indicam que uma reunião entre Lula e Alcolumbre deve ocorrer nos próximos dias, numa tentativa de reduzir tensões e reconstruir pontes políticas para viabilizar a indicação.



 
 
 

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