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Metade dos brasileiros apoia retaliação ao tarifaço de Trump, aponta Ipsos-Ipec

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 12 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Levantamento revela divisão da opinião pública e desgaste na imagem dos EUA após aumento de tarifas sobre produtos brasileiros


Marcus Modesto


Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (12) pelo instituto Ipsos-Ipec mostra que 49% dos brasileiros defendem a aplicação de tarifas elevadas sobre produtos dos Estados Unidos, em resposta ao aumento de 50% imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump, às exportações brasileiras. Já 43% são contrários à retaliação e 7% não souberam ou não quiseram responder.


O levantamento foi realizado entre 1º e 5 de agosto, às vésperas da entrada em vigor do tarifaço, ouvindo 2 mil pessoas em 132 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.


Opinião sobre retaliação ao tarifaço dos EUA


Entre os que apoiam a medida, o índice é mais alto entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (61%), moradores do Norte e Centro-Oeste (58%), jovens de 16 a 24 anos (55%), pessoas com ensino superior (53%), mulheres (51%), católicos (51%) e famílias com renda entre 1 e 2 salários mínimos (50%).

Já a rejeição é mais forte entre eleitores de Jair Bolsonaro (56%), moradores do Sul (52%), habitantes de periferias (52%) e evangélicos (50%).

Motivação política e imagem dos EUA

A grande maioria dos entrevistados (75%) vê a decisão de Trump como motivada por razões políticas, enquanto apenas 12% acreditam se tratar de um assunto comercial. Outros 5% consideram que há os dois fatores, e 8% não opinaram. Essa percepção é mais intensa entre pessoas de 45 a 59 anos (80%) e moradores do Nordeste e Sudeste (77%).


A imagem dos EUA também sofreu desgaste: antes do tarifaço, 48% avaliavam o país como “ótimo” ou “bom”; após a medida, 38% disseram que a percepção piorou, 6% afirmaram que melhorou e 51% não notaram mudança.


Busca por novos parceiros comerciais

A pesquisa aponta ainda que 68% dos brasileiros defendem priorizar acordos com outros mercados, como China e União Europeia, depois da decisão norte-americana. Apenas 25% discordam.


Risco de isolamento internacional

Para 60% dos entrevistados, o embate com Washington pode deixar o Brasil mais isolado no cenário internacional, contra 32% que não veem esse risco.



 
 
 

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